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Portugal e o Protocolo de Quioto

O Protocolo de Quioto é o acordo internacional que determina, para os países industrializados, limites para as emissões de gás que provocam o efeito de estufa na atmosfera.

O protocolo de Quioto está em vigor desde 16 de Fevereiro de 2005 sendo que dos países industrializados só os EUA e a Austrália é que não o assinaram (porque será?!).

O que é que tem feito Portugal em relação a Quioto.

Numa noticia de Novembro, na Sic online podemos ler:

«Portugal era, em 1990, o país da União Europeia (UE) com a menor emissão de dióxido de carbono per capita. Assim, o que se pedia a Portugal era uma limitação das suas emissões e não uma redução. As negociações no seio da UE permitiram um crescimento até 27% de emissões de gases com efeito de estufa.
Mas há muito que o país ultrapassou esse tecto. De acordo com as projecções apresentadas pela Comissão Europeia em Outubro, mesmo recorrendo a políticas e medidas adicionais, aos mecanismos previstos no Protocolo de Quioto e à reflorestação, Portugal apresentará em 2010 um aumento das emissões de gases com efeito de estufa de 31,9%.
Se o país mantiver apenas as actuais políticas e medidas, o incumprimento será ainda maior, com um aumento de emissões de 46,7%. »

Estas são as más notícias, mas prossegue com aquilo que se tem feito, ou pelo menos que foi declarado como principio.

«Para cumprir os objectivos de Quioto, cada país signatário deve implementar medidas e políticas internas que conduzam a uma redução das emissões de gases com efeito de estufa.
Em Portugal, está a vigor o Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) que é o principal instrumento nacional de combate às alterações climáticas.
Algumas medidas do PNAC:
Promoção do aquecimento de água por energia solar no sector residencial (programa água quente solar para Portugal).
Produção de electricidade a partir de fontes renováveis de energia, como a eólica ou a fotovoltaica.
Promoção da utilização de lâmpadas de alta eficiência, através da introdução de taxas sobre lâmpadas convencionais.
Construção e ampliação de redes de metropolitano.»

Existe um estudo, o SIAM, que está a medir o impacto das alterações climatéricas em Portugal. Nele podemos ver como é que as alterações climatéricas vão afectar todos os aspectos da nossa vida.

O mais curioso destas questões é que há anos que se fala nelas. O protocolo de Quioto é de 1997 mas parece que ninguém acreditou que esta era uma realidade emergente.

O que é que faltou... Uma opinião pública bem formada, uma classe dirigente corajosa que pudesse enfrentar as dificuldades económicas com soluções de futuro e não imediatistas.

O que é que podemos fazer?

As consequências são conhecidas, como evitá-las também....

Agora é só educar, educar as crianças, educar os adultos, educar os empresários, educar os políticos, no fundo acordar para a nova realidade e pensar que não é assim tão má, apenas temos que começar a pensar um pouco nos outros... pensar em todos nós e por todos nós.

Paulo

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