Migração outonal de aves planadoras em Sagres
Muitas das aves que nidificam na Europa, sobretudo no Norte, passam o Inverno em África, fugindo assim das baixas temperaturas e da consequente falta de alimento. Dependendo da região onde nidificam, as aves optam por uma de duas rotas principais de migração, uma mais a leste, que atravessa o estreito do Bósforo, na Turquia, e outra mais a ocidente que passa pelo estreito de Gibraltar, atravessando a Península Ibérica. Existem, no entanto, outras rotas secundárias como o chamado corredor do Mediterrâneo central, que tem como porta de entrada em África a Tunísia.Em Portugal, apesar de não se encontrar em nenhuma das rotas principais de migração, é ainda assim possível observar uma boa quantidade de aves migratórias, existindo mesmo um local que já se tornou de peregrinação obrigatória para todos os ornitólogos nacionais, devido às grandes concentrações de aves que aí podem ser encontradas: a Península de Sagres.
Devido à sua localização, no extremo sudoeste da Península Ibérica, muitas aves que se afastam da rota que as levaria a Gibraltar acabam por ir parar a Sagres. Algumas espécies atravessam directamente deste local para África, enquanto outras aproveitam para se reorientar e seguir a linha de costa até Gibraltar.
As concentrações de migradores são particularmente elevadas durante o período da migração outonal. São observadas aves de vários grupos, dos passeriformes às aves marinhas, mas provavelmente são as grandes aves planadoras o principal atractivo da região de Sagres. Durante este período passam por Sagres qualquer coisa como 4.000 aves de rapina, podendo nos dias de maior fluxo ser observados à volta de 400 ou 500 indivíduos. Os migradores começam a aparecer logo em Agosto, altura em ocorre uma grande passagem de Milhafres-pretos e Tartaranhões-caçadores. Em Setembro e Outubro a rapina mais numerosa em migração é a Águia-calçada (na foto), bem como bons números de Águias-cobreiras, Bútios-vespeiros, Gaviões, Tartaranhões-azulados e Águias-de-asa-redonda. No entanto, praticamente todas as espécies de aves de rapina que ocorrem em Portugal podem ser observadas, bem como a tímida Cegonha-preta e algumas raridades. Já no final de Outubro ou princípio de Novembro é a altura de aparecerem os Grifos em impressionantes bandos com centenas de indivíduos.
Devido à sua localização, no extremo sudoeste da Península Ibérica, muitas aves que se afastam da rota que as levaria a Gibraltar acabam por ir parar a Sagres. Algumas espécies atravessam directamente deste local para África, enquanto outras aproveitam para se reorientar e seguir a linha de costa até Gibraltar.
As concentrações de migradores são particularmente elevadas durante o período da migração outonal. São observadas aves de vários grupos, dos passeriformes às aves marinhas, mas provavelmente são as grandes aves planadoras o principal atractivo da região de Sagres. Durante este período passam por Sagres qualquer coisa como 4.000 aves de rapina, podendo nos dias de maior fluxo ser observados à volta de 400 ou 500 indivíduos. Os migradores começam a aparecer logo em Agosto, altura em ocorre uma grande passagem de Milhafres-pretos e Tartaranhões-caçadores. Em Setembro e Outubro a rapina mais numerosa em migração é a Águia-calçada (na foto), bem como bons números de Águias-cobreiras, Bútios-vespeiros, Gaviões, Tartaranhões-azulados e Águias-de-asa-redonda. No entanto, praticamente todas as espécies de aves de rapina que ocorrem em Portugal podem ser observadas, bem como a tímida Cegonha-preta e algumas raridades. Já no final de Outubro ou princípio de Novembro é a altura de aparecerem os Grifos em impressionantes bandos com centenas de indivíduos.
Os passeriformes migram principalmente à noite, ficando muitos indivíduos na zona de Sagres a descansar ou a aproveitar para se alimentarem antes da grande travessia. Assim, frequentemente podemos observar grandes quantidades de pássaros nos pinhais e nos terrenos agrícolas da península de Sagres, incluindo espécies que noutras alturas do ano são raras em Portugal, como Papa-moscas, Taralhões, Chascos-cinzentos, Felosas-musicais, Papa-amoras, Rabirruivos-de-testa-branca e Cartaxos-nortenhos.
O Cabo de S. Vicente, junto ao farol, ou outros pontos proeminentes da costa permitem fazer excelentes observações de aves marinhas, podendo ser contadas facilmente centenas de Gansos-patolas, Cagarras e Fura-buchos.
Por todas estas razões uma visita a Sagres durante o Outono é praticamente obrigatória para todos os que gostam da Natureza, e uma excelente ocasião para se iniciar na observação de aves. Apesar deste post já vir um pouco tarde para a se poderem ver algumas espécies, ainda vai bem a tempo, pelo menos, para observar os bandos de Grifos.
Filipe
Filipe
Etiquetas: migracao, observacao de aves, Sagres
