Extinção é para sempre
Na semana passada tive a oportunidade de acompanhar o grupo de participantes nas Férias Terramater numa visita a Nisa. No decurso dessa actividade tivemos o privilégio de visitar a olaria do senhor António Louro que, apesar de contar já quase 60 anos, é o mais jovem dos três oleiros que ainda fazem a olaria tradicional de Nisa. A sua esposa (senhora da mesma faixa etária) é a mais jovem das mulheres que sabem colocar as pedrinhas nas peças inacabadas. O artesão lamentou-se que não houvesse ninguém a querer aprender a sua arte e que, quando ele e a esposa parassem de trabalhar seria o fim de uma tradição ancestral. Como este casal e como esta arte existirão muitas outras em Portugal e no resto do mundo. A próxima vez que se aventurarem por esse Portugal fora, reservem um pouco de tempo para conhecer os artesãos das terras que visitem. Quem sabe se não será a última oportunidade de ver uma arte que esteja a desaparecer. É que a extinção não é um fenómeno exclusivo do mundo natural.
José Luís
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