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Porsche, Londres e Lisboa

Em Fevereiro passado, a autarquia de Londres anunciou um enorme aumento na taxa de circulação na cidade dos veículos mais poluentes (ver notícia) que tinha sido fixada em 2003. O valor inicial, que já não era muito barato, era de cerca de 15 euros/dia e passou para cerca de 49 euros/dia (!!!). Esta medida visa reduzir o número de carros muito poluidores que circulam na cidade, diminuindo as emissões de dióxido de carbono e de outros poluentes. Claro que, embora esta medida seja sensata do ponto de vista ambiental, não agradou a toda a gente, com os fabricantes de automóveis de alta cilindrada na linha da frente dos protestos (ver notícia). Por exemplo, a Porsche calculou em 11 por cento as quebras de vendas esperadas e como tal apresentou uma acção judicial contra a Câmara de Londres (ver notícia).
Curiosamente, uma sondagem recente demonstrou que 61 por cento dos londrinos apoiam o aumento das taxas.
Não seria já altura das grandes marcas de automóveis seguirem os apelos da opinião pública em relação às questões ambientais e começarem a esforçar-se por desenhar modelos menos poluentes?

E em Lisboa?

Em Lisboa em vez de tomarmos medidas destas, sensatas, para reduzir o tráfego automóvel na cidade (sim, sei que há muitas outras medidas que fazem falta e que são ainda mais importantes do que esta), vamos construir uma nova ponte sobre o Tejo. Para quê? Para aumentar o número de automóveis que entram na cidade...

Filipe

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A indústria automóvel já há muito que deveria ter respondido às necessidades de preservar o meio ambiente.Existem tantos protótipos de modelos que não utilizam combustíveis poluentes e depois não passam para o mercado(será devido à pressão dos produtores de petróleo?).O máximo que temos é um carro híbrido e mesmo assim o preço não é muito convidativo,penso que o Estado deveria incentivar reduções significativas e não simbólicas para quem quer comprar automóveis que não prejudiquem tanto o meio ambiente.Penso que não podemos exigir que o Estado faça tudo,no entanto,ele deve ter um papel de incentivo,uma vez que citando as palavras de um congressista numa conferência de Marketing Energético:"o verde não é sexy".Mas na minha opinião ainda será,talvez por uma questão de necessidade,mas será.
Com os milhões gastos com a nova ponte penso que seria possível reestruturar a cidade de Lisboa para permitir melhor acesso ao uso das bicicletas,comprar uns autocarros eléctricos e até umas Segway para os funcionários da Câmara Municipal se deslocarem,uma vez que este já é um meio de transporte muito utilizado no estrangeiro.Mas isto são apenas ideias "loucas" de uma simples estudante:)

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