Espécie do mês - Pardal
A partir de agora, todos os meses vamos apresentar, aqui no blogue, uma espécie da nossa fauna - a "Espécie do mês". Quando estava a pensar em qual seria a primeira espécie lembrei-me de conversas que tenho tido em que alguém me diz "mas há diferenças entre o macho e a fêmea do pardal?" ou "que pássaro é este?" (era o desenho que está ali em baixo). Todos os dias passamos por estas aves mas normalmente nem olhamos para elas, pelo menos com olhos de ver. Dêem uma olhadela atenta quando passarem um pardal - vale a pena.
Pardal Passer domesticus Linnaeus, 1758)
Outros nomes comuns: Badego, Pardal-comum, Pardal-das-eiras, Pardal-de-fora (Madeira), Pardal-do-telhado, Pardal-doméstico, Pardal-das-igrejas, Pardal-do-trigo, Pardal-ladrão, Pardal-ladro, Pardal-macho, Pardaleja, Pardaloco, Pardaloca, Pardejo, Pardelho, Pardoa, Pardoca, Tarrote
Espanhol: Gorión común
Inglês: House sparrow
Francês: Moineau domestique
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Passeridae
Distribuição mundial: Ocorre em toda a Europa, Norte de África e Ásia e foi introduzido nas Américas, África sub-sariana, Oceânia e em muitas ilhas oceânicas.
Distribuição em Portugal: Ocorre em todo o país
Tipo de ocorrência em Portugal: Residente
Estatuto de conservação:
No mundo - Não Ameaçado
Em Portugal - Não Ameaçado
Tendência populacional: Estável
Descrição:
Comprimento 14-15 cm
Envergadura 21-25 cm
Peso 22-32 g
É um passeriforme de tamanho médio, de aspecto robusto, com cabeça grande e bico largo e forte. O macho é acastanhado no dorso, com uma coroa cinzenta e lista ocular e babete negros que contrastam com as faces brancas. O uropígio e o ventre são cinzentos. A fêmea e o juvenil possuem uma coloração mais uniforme em tons acastanhados e acinzentados, com uma lista clara acima do olho.
Habitat: É uma espécie muito associada ao ser humano, ocorrendo tanto em cidades como em zonas rurais.
Alimentação: Alimenta-se sobretudo de material vegetal, embora as crias sejam alimentadas com insectos e outros invertebrados. A matéria vegetal consiste principalmente de sementes, mas consomem também, caules, rebentos e bagas, bem como desperdícios humanos.
Reprodução: Monogâmico, colonial. A postura inicia-se em Março. O ninho é construído numa cavidade, em edifícios ou noutras estruturas construídas pelo Homem, em árvores ou ainda em ninhos de grandes dimensões de outras espécies, como a Cegonha-branca. A postura é constituída por 2 a 8 ovos. Podem fazer até 4 posturas por ano. A incubação dura 11 a 14 dias e é realizada pelos dois sexos.
Comportamento: É uma ave muito gregária e muito associada ao Homem. É particularmente destemida.
Factores de ameaça: Não se encontra ameaçado.
Onde observar: É observado com grande facilidade em qualquer cidade, vila ou aldeia.
Curiosidades: A expansão desta espécie está associada ao desenvolvimento da civilização humana. Pensa-se que a sua origem está no Médio Oriente, tendo acompanhado a expansão da agrícola. Desde o descobrimento de outros continentes por parte dos Europeus, o Pardal tem sido introduzido um pouco por todo o lado tendo-se estabelecido com grande sucesso. Um exemplo curioso é o da América do Norte, onde o Pardal foi introduzido inicialmente no Central Park em Nova Iorque, tendo permanecido isolado durante muitos anos, até começar a dispersar para fora da cidade, colonizando praticamente todo o continente Norte-Americano em poucas décadas.
Bibliografia:
Pardal Passer domesticus Linnaeus, 1758)Outros nomes comuns: Badego, Pardal-comum, Pardal-das-eiras, Pardal-de-fora (Madeira), Pardal-do-telhado, Pardal-doméstico, Pardal-das-igrejas, Pardal-do-trigo, Pardal-ladrão, Pardal-ladro, Pardal-macho, Pardaleja, Pardaloco, Pardaloca, Pardejo, Pardelho, Pardoa, Pardoca, Tarrote
Espanhol: Gorión común
Inglês: House sparrow
Francês: Moineau domestique
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Passeridae
Distribuição mundial: Ocorre em toda a Europa, Norte de África e Ásia e foi introduzido nas Américas, África sub-sariana, Oceânia e em muitas ilhas oceânicas.
Distribuição em Portugal: Ocorre em todo o país
Tipo de ocorrência em Portugal: Residente
Estatuto de conservação:
No mundo - Não Ameaçado
Em Portugal - Não Ameaçado
Tendência populacional: Estável
Descrição:
Comprimento 14-15 cm
Envergadura 21-25 cm
Peso 22-32 g
É um passeriforme de tamanho médio, de aspecto robusto, com cabeça grande e bico largo e forte. O macho é acastanhado no dorso, com uma coroa cinzenta e lista ocular e babete negros que contrastam com as faces brancas. O uropígio e o ventre são cinzentos. A fêmea e o juvenil possuem uma coloração mais uniforme em tons acastanhados e acinzentados, com uma lista clara acima do olho.
Habitat: É uma espécie muito associada ao ser humano, ocorrendo tanto em cidades como em zonas rurais.
Alimentação: Alimenta-se sobretudo de material vegetal, embora as crias sejam alimentadas com insectos e outros invertebrados. A matéria vegetal consiste principalmente de sementes, mas consomem também, caules, rebentos e bagas, bem como desperdícios humanos.
Reprodução: Monogâmico, colonial. A postura inicia-se em Março. O ninho é construído numa cavidade, em edifícios ou noutras estruturas construídas pelo Homem, em árvores ou ainda em ninhos de grandes dimensões de outras espécies, como a Cegonha-branca. A postura é constituída por 2 a 8 ovos. Podem fazer até 4 posturas por ano. A incubação dura 11 a 14 dias e é realizada pelos dois sexos.
Comportamento: É uma ave muito gregária e muito associada ao Homem. É particularmente destemida.
Factores de ameaça: Não se encontra ameaçado.
Onde observar: É observado com grande facilidade em qualquer cidade, vila ou aldeia.
Curiosidades: A expansão desta espécie está associada ao desenvolvimento da civilização humana. Pensa-se que a sua origem está no Médio Oriente, tendo acompanhado a expansão da agrícola. Desde o descobrimento de outros continentes por parte dos Europeus, o Pardal tem sido introduzido um pouco por todo o lado tendo-se estabelecido com grande sucesso. Um exemplo curioso é o da América do Norte, onde o Pardal foi introduzido inicialmente no Central Park em Nova Iorque, tendo permanecido isolado durante muitos anos, até começar a dispersar para fora da cidade, colonizando praticamente todo o continente Norte-Americano em poucas décadas.
Bibliografia:
- Cabral MJ (coord), Almeida J, Almeida PR, Dellinger T, Ferrand de Almeida N, Oliveira ME, Palmeirim JM, Queirós AI, Rogado L & Santos-Reis M (eds.) (2006) Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal 2ªed. ICN/Assírio & Alvim, Lisboa.
- Costa H, Araújo A, Farinha JC, Poças MC & Machado AM (2000) Nomes portugueses das aves do Paleárctico Ocidental. Assírio & Alvim, Lisboa.
- Cramp S (ed.) (1998). The complete birds of the Western Palearctic, Oxford CD-ROM, Oxford University Press.
- Rufino R (1989) Atlas das Aves que nidificam em Portugal Continental. CEMPA - SNPRCN, Lisboa.
Etiquetas: especie do mes, Pardal

Olá Filipe,
és o Filipe Canário? Creio que sim :)
Muito bom blogue este, como eu gosto particularmente de bicharada e do ambiente é sempre com muito gosto que aqui venho.
No entanto, não seria possível adicionar um mecanismo de RSS ao blogue? Dessa forma poderia adicioná-lo ao meu agregador de blogues e saber atempadamente quando novas entradas apareceriam.
Cheers!
Miguel
Posted by
Miguel |
17:08
Olá Miguel (que Miguel és tu?),
Sim, sou o Canário e sim, já temos um mecanismo de RSS (http://blog.terramater.pt/atom.xml) está ali, do lado direito por cima da "Agenda Terramater".
Obrigado pelo comentário. Abraço
Filipe
Posted by
Filipe |
18:07
Fixe! Não tinha reparado! Obrigado.
Sou o miguel que tirou o curso de formador contigo! ;)
Posted by
Miguel |
12:31
Grande Miguel, fico mesmo contente que estejas a curtir o blog. Aparece sempre ;)
Posted by
Filipe |
12:19