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Livro Vermelho e Estatutos de Conservação

Muitas vezes aqui no blogue falamos de estatutos de conservação das espécies. Esse estatuto corresponde à classificação numa escala de ameaça que permite estimar a probablidade de extinção de cada espécie num determinado período, tendo em conta as condições passada, actual e futura. Entra em conta com a influência humana, com as características biológicas da espécie e ainda com a interacção entre ambas.
A instituição que criou o sistema de avaliação do grau de ameaça das espécies, bem como as recomendações para a sua aplicação foi a International Union for Conservation of Nature (IUCN).
Este sistema é composto por 11 categorias.

Extinto: Uma espécie para a qual não existe dúvida razoável de que o último indivíduo morreu.

Extinto na Natureza: Quando a espécie apenas sobrevive em cativeiro (ou cultivo no caso de ser uma planta) ou como uma população naturalizada fora da sua área de distribuição original.

Regionalmente Extinto: Uma espécie está regionalmente extinta quando não restam dúvidas de que o último indivíduo potencialmente capaz de se reproduzir no interior da região morreu desapareceu.

Criticamente em Perigo, Em Perigo e Vulnerável: Estes três estatutos traduzem um grau de ameaça atribuido com base em cinco critérios quantitativos - Redução da população; diminuição da área distribuição geográfica ou fragmentação desta; efectivo populacional reduzido ou fragmentado; população com uma distribuição muito restrita; análise quatitativa do risco de extinção.

Quase Ameaçado: aplica-se a espécies que podem estar perto dos estatutos acima se persistirem ou se agravarem os factores de ameaça.

Pouco Preocupante: Espécies que não se classificam como ameaçados, nem se prevê que num futuro próximo venham a estar ameaçadas. Corresponde a espécies abundantes com distribuição ampla.

Informação Insuficiente: Espécies cuja informação disponível não é adequada para avaliar o risco de extinção.

Não Aplicável: Para espécies que não reunem as condições necessárias para ser avaliado a nível regional (por exemplo, espécies introduzidas, como o Periquito-rabijunco em Portugal).

Não Avaliado: Quando a espécie não foi avaliada pelos critérios anteriores (por exemplo, uma espécie cuja ocorrência numa dada região é ocasional, como uma ave migradora americana que se perde e vai parar aos Açores).

Para uma explicação exaustíva destas categorias e dos critérios com que são atribuidas clique aqui.

Este sistema pode e deve ser aplicado tanto a um nível global (IUCN Red List of Threatened Species) como a um nível regional. Em Portugal foi publicado pelo ICNB o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal que atribui estatutos de conservação a todas as espécies que ocorrem no nosso território.

Filipe

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