« Home | Eco-escritório » | Parece impossível... » | Cacos, Trapos e Trapalhadas » | O Acontecimento » | A vara ou a cenoura? » | Progresso » | Livro Vermelho e Estatutos de Conservação » | Tubarão-branco no Mediterrâneo » | China: o maior poluidor mundial » | Declínio dos tubarões do Mediterrâneo »

Espécie do mês - Sapo-parteiro-ibérico

Sapo-parteiro-ibérico Alytes cisternasii (Boscá, 1879)

Espanhol: Sapo partero ibérico
Inglês: Iberian midwife toad
Francês: Alyte accoucheur iberique

Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Discoglossidae

Distribuição mundial: Endémico da Península Ibérica.

Distribuição em Portugal: Ocorre sobretudo a Sul do rio Tejo, estendendo-se para Norte ao longo da fronteira até ao extremo Este do Parque Natural de Montesinho.

Estatuto de conservação:
No mundo - Quase Ameaçado
Em Portugal - Pouco Preocupante

Tipo de ocorrência em Portugal: Residente

Descrição: Comprimento até 4,5 cm. O Sapo-parteiro-iberico é um pequeno sapo de aspecto robusto. A sua cabeça é larga em relação ao tamanho do corpo. O dorso é esbranquiçado com manchas mais escuras acastanhadas e com pequenas verrugas avermelhadas. No centro do dorso possui uma mancha mais clara em forma de V com o vértice dirigido para a cabeça. O ventre é claro. Possui dois tubérculos nas palmas das patas o que permite distinguir esta espécie do Sapo-parteiro-comum (que possui três tubérculos).

Habitat: Está adaptado a ambientes áridos e quentes com solos arenosos e pouco consistentes.

Alimentação: É insectívoro. As larvas alimentam-se de matéria vegetal.

Reprodução: A reprodução ocorre no Outono e na Primavera. As posturas podem conter 30 a 60 ovos.

Comportamento: É uma espécie de hábitos crepusculares e nocturnos que se encontra também activa em dias nublados ou chuvosos.

Factores de ameaça: O principal factor de ameaça é a destruição, degradação e fragmentação do habitat.

Curiosidades: Nesta espécie o macho transporta os ovos às costas, podendo transportar as posturas de três fêmeas, ou seja 180 ovos. Foi este comportamento que deu o nome à espécie.

Bibliografia:
  1. Cabral MJ (coord), Almeida J, Almeida PR, Dellinger T, Ferrand de Almeida N, Oliveira ME, Palmeirim JM, Queirós AI, Rogado L & Santos-Reis M (eds.) (2006) Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal 2ªed. ICN/Assírio & Alvim, Lisboa.

  2. Crespo EG & Oliveira ME (1989) Atlas de distribuição dos Anfíbios e Répteis de Portugal Continental. Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, Lisboa.

  3. Ferrand de Almeida N, Ferrand de Almeida P, Gonçalves H, Sequeira F, Teixeira J & Ferrand de Almeida F (2001) Anfíbios e Répteis de Portugal. Fapas, Porto.

Etiquetas: ,

Links to this post

Criar uma hiperligação

Novidades do Blog no seu Email




Preview | Powered by FeedBlitz