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Optimus Alive 2 - o desperdício

Provavelmente a única maneira de reunir num festival de três dias nomes tão importantes como Bob Dylan, Neil Young ou Rage Against the Machine (para falar do Optimus Alive, mas podia-se aplicar a quase todos os festivais) é ter um grande número de patrocinadores, preferencialmente grandes empresas. Claro que às empresas patrocinadoras interessa ter a maior visibilidade possível, daí que neste momento já estejam presentes até no nome do festival. É evidente que vão ter espaços próprios no recinto e que nos vão bombardear com publicidade nos plasmas no intervalo dos concertos. Até aí tudo OK, mas o excesso de merchandizing que é oferecido, sob a forma de chapéus, fitas, bolsinhas, apitos e papelada é demasiado, e é demasiado o lixo em que estes brindes se tornam no fim dos concertos. Numa altura em que já (quase) todas as crianças sabem de cor os 3 Rs, não era já tempo destas marcas recorrerem a formas de publicidade mais originais (até apareceram algumas durante o festival como os "carregadores de meninas" e as "bombeiras que refrescavam o público") e que produzissem menos resíduos?
Salta à vista a hipocrisia de festivais como o Rock in Rio, cujo o tema era o ambiente, em que a lixarada e o desperdício produzidos eram esmagadores.
Por favor: mais imaginação e menos lixo.

Filipe

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Olá. Sim, concordo que a ideia da publicidade "olha e deita fora" está realmente ultrapassada e em nada benificia o espirito de boas práticas ambientais que se procura hoje mas os festivais por si próprios já alteraram, e muito as suas politicas ambientais. Sugiro darem uma espreitadela na página oficial do rock in rio em que se diz "Na edição de 2006, que se realizou em Lisboa, o Rock in Rio doou mais de 500 mil euros a projectos sociais e onde se inclui também a compensação das emissões de carbono geradas pela realização do festival.
A compensação foi realizada através da plantação de 18.900 árvores (choupos, pinheiros bravos e mansos) numa área de 18 hectares da Tapada Militar de Mafra, para repor a vegetação ardida em Setembro de 2003.
Depois de reunir toda a informação relativa às entidades que trabalharam directamente com o Rock in Rio, foram apuradas 3.883 toneladas de dióxido de carbono emitido para a realização do evento."
Para o alive não consegui encontrar info de compensação mas pelo menos por cada bilhete 1? é para uma bolsa de investigação de biodiversidade, o que já não é mau.
Cumprimentos

Sim, Carlos concordo que nalguns aspectos a organização dos festivais tem melhorado e que há mais sensibilidade para determinados assuntos, mas nos aspecto comercial dos patrocinadores acho que tem piorado muito.
Será que as emissões resultantes do fabrico de todo este material também são compensadas? E as emissões da reciclagem deste material (partindo do princípio que serão recicladas)?

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