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Menos ozono no dia internacional para a protecção da camada de ozono

Buraco na camada de ozono, Atmosfera, Poluição, Tratado de MontrealA camada de ozono é uma espécie de escudo da atmosfera contra as radiações ultra-violeta (UV). É sabido que a exposição a esta radiação pode causar graves problemas de saúde aos seres vivos, e os humanos não são excepção. Cancro de pele e cegueira são as duas principais maleitas de que este filtro nos protege.

No entanto, nos anos 1980 descobriu-se que este nosso escudo tem uma brecha, que de facto é um gigantesco buraco (aproximadamente do tamanho dos EUA) e não é surpresa para ninguém que o dito buraco fomos nós que o cavámos. Algumas substâncias (clorofluorcabonetos CFC) libertadas de objectos como frigoríficos, arcas frigoríficas e aparelhos de ar condicionado estão a minar a camada de ozono todos os dias.
Ao contrário de outros graves problemas ambientais, este até parecia ter uma solução viável relativamente fácil: banir (ou reduzir muito) a produção de CFC. Para isso foi assinado um tratado internacional, o Protocolo de Montreal (1987), com o objectivo de que não se usassem essas substâncias nos electrodomésticos. Em boa parte este protocolo teve resultados positivos e nos últimos anos o buraco até regrediu e não pareciam muito irrealistas as previsões de que dentro de alguns anos a camada de ozono podia regressar a níveis semelhantes aos dos anos 1980.
Eis que hoje, no dia em que se celebra o Dia Internacional da Protecção da Camada de Ozono e o vigésimo primeiro aniversário do Protocolo de Montreal, sai a notícia de que o bruraco da camada de ozono está maior este ano que no ano passado. Associado a isto, em Portugal, a Quercus veio denunciar que o Estado não assegura a recuperação dos CFC contidos nos milhares de electrodomésticos que são deitados para o lixo, desrespeitando, assim, a legislação nacional e os seus compromissos internacionais.
Espero que para o próximo ano, neste dia, as notícias sejam mais animadoras.


Filipe

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