Espécie do mês - Priôlo
Priôlo Pyrrhula murina (Goodman, 1866)Espanhol: Camachuelo de Azores
Inglês: Azores Bullfinch
Francês: Bouvreuil dês Açores
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Fringillidae
Distribuição mundial: Endémico dos Açores.
Distribuição em Portugal: Encontra-se confinado às zonas montanhosas da parte oriental da ilha de S. Miguel, nos Açores.
Tipo de ocorrência em Portugal: Residente
Estatuto de conservação:
No mundo - Criticamente em Perigo
Em Portugal - Criticamente em Perigo
Tendência populacional: Esta espécie era bastante comum na ilha de S. Miguel até cerca da década de 1920, quando começou a regredir. Actualmente as suas populações encontram-se estáveis, sobretudo devido a medidas intensas que foram tomadas para a sua conservação.
Descrição: Comprimento 16 cm. O Priôlo é um passeriforme de aparência robusta com o bico muito curto e grosso. A sua plumagem caracteriza-se por possuir um capacete negro que desce até ao início da garganta e uma cauda negra com uropígio branco. As asas são negras com uma banda branca. O dorso e o ventre têm uma cor cinzento-acastanhada. O bico e as patas são negras.
Habitat: O Priôlo habita a floresta natural de altitude.
Alimentação: Alimenta-se principalmente de botões de flores, bagas e sementes. Por vezes consome também invertebrados (sobretudo as crias).
Reprodução: É uma ave monogâmica e as suas crias são nidícolas.
Comportamento: É uma espécie tipicamente florestal, alimentando-se sobretudo nas árvores e arbustos, raramente pousando no chão. É uma ave muito sedentária.
Factores de ameaça: O principal factor de ameaça é a substituição da vegetação autóctone por espécies exóticas. O próprio tamanho, muito reduzido, da população desta espécie é em si um factor de ameaça, uma vez que a torna vulnerável a factores estocásticos ambientais e demográficos.
Onde observar: O Priôlo só pode ser observado nos concelhos de Nordeste e Povoação, situados na ilha de S. Miguel, sobretudo nas áreas montanhosas com vegetação nativa.
Curiosidades: O Priôlo descende de Dom fafes Pyrrhula pyrrhula, que terão chegado aos Açores há centenas ou milhares de anos, provavelmente trazidos por uma tempestade.
Bibliografia:
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