O futuro exílio das Maldivas
As Maldivas são quase um sinónimo de paraíso na Terra. Esta nação arquipélago de atóis de coral e praias de areia branca situada no Oceano Índico é constituída por quase 1200 ilhas, das quais apenas 250 são habitadas. Sendo o país asiático com menor população, com apenas 350.000 habitantes, recebe uma enorme quantidade de turistas do mundo inteiro.O outro record das Maldivas é que é o melhor país do mundo para quem sofre de vertigens, já que o seu ponto mais alto atinge uns impressionantes 2,3 metros. Como no último século o nível médio da água do mar subiu cerca de 20 cm é normal que os maldivanos estejam preocupados.
De facto, com o tsunami que atingiu o Oceano Índico em 2004 as ondas que varreram estas ilhas deixaram-nas praticamente submersas, matando algumas pessoas e causando enormes estragos.
Como as previsões para o aquecimento global e consequente subida do nível do mar não são animadoras, as Maldivas necessitam de um plano para assegurar que as futuras gerações têm onde viver. Sendo uma pequena nação, com um peso muito reduzido na política e economia mundiais, é pouco provável que a diplomacia maldivana consiga convencer as outras nações a abdicar do seu estilo de vida só para que este pequeno paraíso possa continuar a existir. Assim, o recém-eleito presidente da república (o primeiro que foi eleito democraticamente) apresentou a sua proposta, que consiste em criar um fundo com as receitas do turismo para que sejam compradas terras em locais seguros para onde a população se possa exilar quando o seu país for engolido pelo mar.Os locais mais prováveis para este exílio são os vizinhos Siri Lanka e Índia, escolhidos pela maior proximidade cultural.
As Maldivas, por força das circunstâncias, vêem-se obrigadas a pensar no futuro. Num futuro que não é só o do próximo ciclo eleitoral de 4 anos como acontece nos restantes países.
Filipe
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