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Boas ideias

Está claro que o que faz falta são boas ideias, seja para sair da crise, seja para contornarmos a dependência energética do petróleo ou travar o aquecimento global.

Uma boa ideia vem do Reino Unido, onde alguém se lembrou que a pressão no interior das condutas de gás que abastecem os lares ingleses é enorme e que se colocarmos umas pequenas turbinas no seu interior podemos obter energia eléctrica. A empresa 2OC já está a desenvolver esta tecnologia de "geo-pressão" e irá começar a instalar turbinas nas tubagens do gás ainda este ano. Na primeira fase espera-se obter 20 MW até 2010. Se a experiência tiver o sucesso esperado e for repetida por todo o país podem-se obter até 1 GW, ou seja o equivalente à produção de uma central convencional a carvão ou de uma central nuclear.
Pode-se dizer que por si mesma esta ideia não resolverá a crise energética nem impedirá o aquecimento global, mas se livrar o mundo de algumas centrais a carvão ou nucleares já valeu a pena (para saber mais clique aqui)

Outra ideia boa vem dos Estados Unidos, mais concretamente de Nova Iorque onde diversos edifícios para habitação estão a ser apetrechados com turbinas eólicas colocadas nos seus telhados. Estas pequenas turbinas que se parecem mais com ventoinhas de arrefecimento caseiro do que com os parques eólicos que vemos no cimo das nossas serras, permitem baixar para metade a factura eléctrica dos condomínios. Como o seu custo é de 100 mil dólares e permitem poupar 9 mil dólares por ano, ao fim de 12 anos o investimento inicial foi amortizado. Estes valores ainda não parecem ser muito atractivos, mas é de esperar que à medida que esta tecnologia se for massificando o seus custos baixem significativamente, ao passo que não se espera que a conta da electricidade vá baixar, pelo contrário (para saber mais clique aqui).
Ou seja, num futuro não muito longínquo esta deverá ser uma solução a ter em conta. Em particular se os Estados investirem em apoios, não só a empresas que fabricam e comercializam estas tecnologias, como também às empresas e particulares que as compram sob a forma de benefícios fiscais ou juros bancários bonificados (ou outras de que se lembrem).

Será que o dinheiro que o Estado Português vai gastar a construir uma mega-barragem que vai destruir o último rio selvagem que temos não seria melhor empregue a incentivar soluções deste tipo?

Filipe

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