Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Começar o ano novo com uma grande pedalada

Times Square, Nova Iorque, Passagem do anoUm dos locais mais emblemáticos para a passagem do ano é Times Square em Nova Iorque. Este local que é famoso pelos seus placares luminosos atrai todos os anos centenas de milhares de pessoas no fim de ano para assistirem ao fogo de artifício e à famosa "queda da bola", uma tradição que começou em 1907. Esta bola gigante, constituída por cristais e luzes, é deixada cair de uma altura de pouco mais de 20 metros ao longo do último minuto do ano.
Será difícil de admitir que esta cerimónia possa ser considerada como amiga do ambiente, uma vez que só a bola irá usar algo como 15.000 watts de potência. O toque ambiental aqui passa pela substituição da iluminação tradicional da bola por LEDs de consumo muito baixo que permitiram reduzir para metade o seu gasto energético (a bola anterior usava 30.000 watts).

Outra inovação nesta cerimónia é que o placard gigante que ostentará o número 2009 quando soarem as últimas badaladas do ano estará ligado a uma bateria que por sua vez é alimentada pela energia gasta por quem quiser pedalar numa das bicicletas que a Duracell instalou na praça.
A meio da semana passada já se tinha conseguido um terço da energia necessária. Nada mau.


Filipe

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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Anúncio amigo do ambiente em Times Square

Times Square, New YorkQuando se pensa em locais amigos do ambiente, Times Square em Nova Iorque não é dos primeiros que sítios que vêm à cabeça. O trânsito furioso e os milhares de quilowatts que todos os anúncios luminosos gastam devem contribuir mais para o efeito de estufa do que alguns pequenos países.

Mas alguns passos podem ser dados para melhorar a situação. Foi o que fez a Ricoh, o gigante japonês de equipamentos de escritório. O novo "billboard" da marca em Times Square funciona exclusivamente a energia solar e eólica (com 64 painéis solares e 16 turbinas), sem sequer ter um gerador de emergência. Ou seja, se não houver sol nem vento o anúncio acaba por apagar. Isto não preocupa os responsáveis da Ricoh, que acham que até pode dar boa publicidade à marca, o que só demonstra que a percepção dos consumidores face às questões ambientais está a mudar.

Ricoh, Times Square, Nova IorqueVer notícia: The New York Times

Filipe

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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

O que é que o ambiente pode esperar de Barak Obama? Parte 2

Desolation Canyon, UtahEnquanto o actual presidente norte-americano preparou umas surpresas desagradáveis para os seus últimos dias de governação (ver notícia), Obama prepara-se para minimizar alguns dos danos.
Bush está a aprovar à última hora, entre outras medidas, a retirada do lobo da lista de espécies ameaçadas, a autorização da implantação de centrais eléctricas nas imediações de parques nacionais ou o relaxamento das normas para a exploração mineira. Enquanto isso, John Podesta, o líder do gabinete de transição da presidência de Barak Obama, afirmou que alguns dos presentes envenenados de Bush serão revertidos, como por exemplo a autorização de exploração de petróleo e gás natural nalgumas das áreas naturais mais sensíveis do Estado de Utah (ver notícia) e que o recém-eleito presidente está a rever todas as decisões tomadas pela actual administração.

Filipe

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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

O que é que o ambiente pode esperar de Barak Obama?

Barak Obama, Política ambiental, Alterações climáticas, Estados UnidosJá é um lugar-comum dizer que a eleição de Barak Obama representa uma mudança histórica na maneira como a América olha para o mundo e para si mesma, mas enquanto toda a ênfase tem sido posto na questão racial, na economia e nas relações internacionais, é também importante pensar o que é que a eleição de Obama pode trazer de novo para o ambiente.

Pode-se dizer que depois de um presidente que vem direitinho do lobby do petróleo e que durante largos anos da sua administração fez questão de negar que as alterações climáticas tivessem qualquer base científica nada pode ser pior.
Obama não só reconhece as alterações climáticas como um problema como as considera um dos principais desafios a que deve fazer face durante o seu mandato.
O combate às alterações climáticas vem associado a outro tema querido de Obama e dos americanos (e não só) que é o combate dependência energética do exterior, principalmente no que diz respeito ao petróleo. Para isto propõe investimentos avultados na investigação de novas fontes de energia, na criação dos chamados empregos verdes, na criação de infraestruturas de energias alternativas e na eficiência energética. Obama pretende ainda implementar alterações ao regime fiscal para incentivar energias limpas e penalizar o consumo de combustíveis fósseis.
Para os ambientalistas Obama tem ainda alguns pecados ambientais como o facto de ser favorável, pelo menos para já, à energia nuclear e ao carvão limpo. Os mais moderados argumentarão que não se pode mudar tudo de uma só vez e dão o benefício da dúvida ao recém-eleito presidente.

Talvez mais importante ainda do que a alteração destas políticas concretas é a disponibilidade apresentada para assinar acordos internacionais sobre emissões de carbono (e outros) ao contrário dos seus predecessores. É sabido que os EUA, mesmo sendo o país que mais polui per capita e o segundo país com maiores emissões de dióxido de carbono termos absolutos (foram recentemente ultrapassados pela China), nunca aceitou o Tratado de Quioto. O mundo nunca conseguirá reverter de forma significativa os danos que estão a ser causados ao planeta sem o apoio ou mesmo a liderança dos EUA.

Filipe

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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Devagar se vai ao longe

Até 1995 a velocidade máxima permitida nas
estradas nacionais americanas era 55 milhas por hora, ou seja, pouco menos que os nossos 90 km/hora (88,51 para ser exacto). A partir de 1995, este limite foi substituído por limites mais relaxados de 65 ou 70 milhas/hora (104,6 e 112,6 km/hora) conforme os estados.
Enquanto a gasolina nos EUA era mais barata do que tremoços, não passava pela cabeça de (quase) ninguém que se deveria voltar ao limite antigo. Agora que o preço do petróleo sobe em flecha e que o fenómeno do aquecimento global até já foi reconhecido como sendo real até pelo governo americano, está em marcha uma campanha a favor das 55 milhas/hora voltar a ser a velocidade máxima nas estradas da América. Os defensores desta medida advogam que a eficiência no consumo de combustível baixa abruptamente acima das 60 milhas/hora e que baixando o limite para as 55 milhas se poupariam algo como 167 mil barris de petróleo por dia.
Claro que esta proposta não é consensual. Para além do pessoal que gosta de carregar no pedal, todas as gasolineiras estão contra. Numa sondagem recente apenas 34 por cento dos americanos eram favoráveis a esta medida, enquanto 59 por cento se manifestavam contra. Vamos ver como é que esta sondagem evolui à medida que o preço da gasolina for subindo.
Já que o fim-de-semana que se avizinha promete ser de tráfego intenso e de grande confusão, quem for viajar aproveite para guiar mais devagar. O ambiente e a carteira agradecem e a sua segurança também.

Boa viagem!

Filipe




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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

ALELUIA!!

(por favor leia este post sentado, é que o choque pode ser grande)

Custou mas foi.

Teve de ser à força mas foi.

Foi necessário uma decisão do tribunal mas finalmente aconteceu.

O governo norte-americano publicou um relatório com o aborrecido título de "Scientific Assessment of the effects of global change in the United States". Este documento é histórico por duas razões:
- em primeiro lugar pelo atraso. De acordo com a lei federal americana o relatório deveria ter sido publicado em 2004. Foi preciso muito trabalho e intervenção da justiça para que a administração deixasse de fugir e cumprisse a lei.
- em segundo lugar porque no último parágrafo da primeira página depois do índice aparece uma afirmação histórica. A administração Bush admite pela primeira vez que existe uma elevada probabilidade (entre 90 e 99%) das alterações climáticas se deverem à acção humana.

É um momento tremendamente histórico, eu até abria uma garrafa de champanhe mas não quero libertar esse carbono que já está sequestrado.

Imaginem o que estes senhores poderiam ter feito com as energias, tempo e dinheiro que gastaram a tentar não publicar o relatório. Ou melhor não imaginem.

O que está feito, está feito (neste caso o que não foi feito, não foi feito).

Os senhores já admitiram, agora esperemos que façam qualquer coisa sobre o assunto.

José Luís

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Efeito dominó


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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

O plano Bush contra as alterações climáticas


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