Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Veículos eléctricos

No âmbito da Semana da Mobilidade a Câmara de Lisboa, em parceria com a EDP, instalou os primeiros pontos de carregamento para veículos eléctricos.
Para já, apenas os veículos da Polícia Municipal (carros eléctricos e Segways) podem abastecer nestes pontos. Para que possam ser utilizados pelo público falta instalar o sistema de pagamento.
Os seis pontos foram instalados nalgumas das zonas mais movimentadas da cidade: Belém, Baixa, Chiado, Estrela, Marquês de Pombal e Praça de Londres.

Espera-se que isto seja o lançamento de uma semente de algo que vai alterar a mobilidade em Lisboa e noutras cidades, em que os automóveis mais poluentes serão substituidos por alternativas mais amigas do ambiente.

Na Loja Terramater temos disponíveis carros e motas eléctricas que fazem já parte dum presente mais sustentável.

Filipe

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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Cruise-control

cruise-control, automoveis, transportes, consumo de combustívelUm extra que é cada vez mais comum nos automóveis é o controlo de velocidade ou cruise-control. Este mecanismo permite ao condutor fixar uma velocidade de cruzeiro sem que seja necessário recorrer quer ao acelerador quer ao travão, mesmo em terreno inclinado.
Uma pergunta que me ocorreu quando usei essa maravilha tecnológica pela primeira vez foi "será que isto poupa combustível?".
A resposta é sim, o cruise-control contribui para poupar até 14 por cento do combustível (em média 12 por cento), pelo menos é este o resultado de um teste publicado no site Edmunds.com. O cruise obriga-nos a manter a velocidade constante, que é uma das melhores formas de poupar combustível, impede-nos de conduzir de forma agressiva, com acelerações violentas e travagens bruscas e não nos deixa distrair com a conversa ou com a música e começar a calcar o pedal do acelerador com mais intensidade sem razão aparente (a mim acontece-me bastantes vezes...). Isto também ajuda a evitar contactos indesejáveis com a brigada de trânsito e a prevenir acidentes causados pelo excesso de velocidade. Para isto estou a assumir que não regularmos o aparelhómetro para 160 km/h. As velocidades moderadas são um dos primeiros factores que contribuem para um melhor consumo. Segundo este teste a poupança com o cruise-control só não é eficaz em zonas montanhosas.

Apesar de ser vantajos no consumo, este mecanismo pode ter defeitos ao nível da segurança, embora eu não tenha encontrado nenhuma estatística que diga que há mais acidentes com o cruise-control. Especialmente em auto-estradas pouco movimentadas com muitas rectas, a monotonia da condução pode levar a sonolência ou a uma "hipnose das auto-estradas", um estado em que a concentração do condutor é muito reduzida, tornando-o menos capaz de reagir a situações inesperadas. Também com o piso molhado ou com neve o cruise-control pode ser perigoso, já que para reduzir a velocidade o condutor tem mais tendência a usar o travão (já que não pode desacelerar) podendo levar a derrapagens.

Filipe

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Pay-as-you-drive

No estado norte-americano da California está a ser implementado um sistema de seguro automóvel em que a taxa anual a ser paga é baseada nas milhas percorridas (pay-as-you-drive insurance plan). Este sistema acaba por ser mais justo para quem anda pouco de carro e pode funcionar como um bom estímulo para deixar o carro parado mais tempo. Quem agradece é o ambiente.

Filipe

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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Devagar se vai ao longe

Até 1995 a velocidade máxima permitida nas
estradas nacionais americanas era 55 milhas por hora, ou seja, pouco menos que os nossos 90 km/hora (88,51 para ser exacto). A partir de 1995, este limite foi substituído por limites mais relaxados de 65 ou 70 milhas/hora (104,6 e 112,6 km/hora) conforme os estados.
Enquanto a gasolina nos EUA era mais barata do que tremoços, não passava pela cabeça de (quase) ninguém que se deveria voltar ao limite antigo. Agora que o preço do petróleo sobe em flecha e que o fenómeno do aquecimento global até já foi reconhecido como sendo real até pelo governo americano, está em marcha uma campanha a favor das 55 milhas/hora voltar a ser a velocidade máxima nas estradas da América. Os defensores desta medida advogam que a eficiência no consumo de combustível baixa abruptamente acima das 60 milhas/hora e que baixando o limite para as 55 milhas se poupariam algo como 167 mil barris de petróleo por dia.
Claro que esta proposta não é consensual. Para além do pessoal que gosta de carregar no pedal, todas as gasolineiras estão contra. Numa sondagem recente apenas 34 por cento dos americanos eram favoráveis a esta medida, enquanto 59 por cento se manifestavam contra. Vamos ver como é que esta sondagem evolui à medida que o preço da gasolina for subindo.
Já que o fim-de-semana que se avizinha promete ser de tráfego intenso e de grande confusão, quem for viajar aproveite para guiar mais devagar. O ambiente e a carteira agradecem e a sua segurança também.

Boa viagem!

Filipe




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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Poluição sobre os oceanos

Navio, cargueiro, poluição, poluição atmosférica, sulfatos, partículas, oceanoA atmosfera sobre os oceanos é normalmente considerada como pouco poluída. No entanto, pesquisas recentes têm demonstrado que muitos navios emitem poluentes muito perigosos e que o seu controlo é, normalmente, menos apertado que o controlo para outros meios de transporte.
Investigadores da Universidade da Califórnia (UCSD) usaram uma técnica que permite identificar os sulfatos nas emissões dos navios e em análises posteriores distingui-los dos provenientes de outras fontes como os escapes dos automóveis. Ao serem recolhidas amostras de ar ao longo da costa da Califórnia, concluiu-se que 44 por cento da poluição costeira de sulfatos era originária de navios.
As partículas de sulfatos são particularmente perigosas para a saúde, uma vez que se alojam nos pulmões. Estima-se assim, que a poluição causada pelos navios possa causar qualquer coisa como 60 000 mortos por ano no mundo.

Mas nem tudo são más notícias. Duas empresas japonesas da construção de navios estão a trabalhar nos primeiros cargueiros a utilizar a energia solar para o funcionamento dos motores. Com esta tecnologia esperam poupar no combustível, fazendo face ao crescente preço do petróleo, e esperamos nós que consigam poupar também nas emissões de poluentes.
Filipe

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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

"Nos passos de Magalhães" e a consciência ambiental

Gonçalo Cadilhe é um viajante que publica os relatos das suas viagens em jornais e livros. Nas suas deambulações pelo globo normalmente evita o avião, aproveitando todos os outros tipos de meios de transporte, com preferência pelas boleias e pelos transportes públicos. No seu último projecto, que segue os passos de Fernão de Magalhães na sua viagem de circum-navegação, o avião teve que ser usado. Este projecto além de ter dado origem a um livro, é também um programa de televisão.
"Nos passos de Magalhães", realizado pela Farol de Ideias (que também produz o "Biosfera") tem uma característica ainda rara na televisão portuguesa: compensa as emissões de carbono produzidas pelas viagens de Cadilhe. Esperemos que esta consciêcia ambiental se pegue às outras produtoras.

Filipe

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Como arrefecer o carro

O Verão já chegou, no calendário e na temperatura, e com ele o calor insuportável dentro do carro. A tentação de ligar o ar condicionado é grande - é talvez a maneira mais fácil de fingirmos que não estamos no inferno. Claro que paramos de fingir quando saímos do carro para pôr gasolina, e acreditem que quando usamos o AC paramos mais vezes. É verdade, o peso extra do ar condicionado e a potência que retira ao motor combinados reduzem o número de quilómetros que podemos fazer com a mesma quantidade de combustível. Além do mais, alguns AC (os mais antigos) emitem CFC - as terríveis substâncias que degradam a camada de ozono.

Qual é a alternativa? A melhor alternativa, já se sabe, é andar a pé (pela sombra), de bicicleta ou de transportes públicos. Quando isso não é possível podemos usar o ar condicionado à antiga - abrir as janelas do carro.

Pode-se argumentar que andar com as janelas abertas também gasta mais combustível. Sim, mas mesmo assim gasta menos do que com o ar condicionado ligado. As janelas abertas reduzem a eficiência no consumo em 2 ou 3 por cento, enquanto o ar condicionado a reduz em cerca de 15 por cento.

Entretanto, aqui ficam mais umas dicas para uma condução fresquinha: estacione à sombra, coloque pára-sóis nos vidros do carro, areje um pouco o carro antes de entrar e abra as janelas. Na auto-estrada ligue o ventilador.

Boa viagem,

Filipe

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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Remendos

Parece que o governo e os camionistas chegaram a acordo e que o bloqueio pode terminar. Que grande alívio! Já podemos pôr gasolina e já não vão faltar as bjecas para ver os jogos da selecção!
Mas o que é que vamos fazer daqui a seis meses quando o preço dos combustíveis estiver 50 cêntimos mais caro? ou daqui a dois anos? O preço dos combustíveis não vai descer, pelo menos de uma forma sustentada. Pelo contrário, vai subir. Por essa razão, este acordo, mesmo que seja necessário na situação actual, não será mais do que um remendo. Claro que a solução de fundo não se encontra de um momento para o outro mas sem dúvida que passará por uma maior eficiência energética. Há vários pequenos passos (alguns dos quais também são remendos...): voltar a aumentar a rede dos comboios de mercadorias, redesenhar os trajectos de modo a poupar combustível e sobretudo dar preferência ao consumo de produtos locais. Qualquer apoio, isenção ou subsídio que seja dado ao sector da camionagem, que não seja dirigido para a reconversão deste sector é dinheiro deitado à rua.
Filipe

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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Devagar se vai ao longe

A companhia aérea SAS encontrou uma maneira viável de baixar o consumo dos seus aviões e consequentemente a emissão de poluentes: voar mais devagar.
Esta mudança, que já está a ser testada há dois anos, permitiu poupar algo como 12 milhões de dólares em combustíveis com uma demora de apenas alguns minutos em cada voo. Outra vantagem que a companhia espera obter é uma melhor imagem perante um público cada vez mais preocupado com o ambiente.
Com o aumento do preço dos combustíveis bem podemos seguir o exemplo da SAS: conduzir mais devagarinho (e se possível deixar o carro mais dias sossegado).

Filipe

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Efeito dominó


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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Obrigadinho!!


Quero apresentar os meus sinceros agradecimentos à AUDI, Mercedes, BMW e Porsche. O que mais fazia falta neste mundo são novos SUVs nas estradas mundiais.

Obrigadinho pelos novos modelos. O planeta já pode dormir descansado.


José Luís

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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Impacto Zero?

A Opel lançou nos últimos dias uma mega campanha publicitária com o slogan "Impacto Zero".
A campanha baseia-se no conceito da compensação das emissões de dióxido de carbono, causadas pelo funcionamento dos automóveis, com a plantação de árvores (que absorvem dióxido de carbono enquanto realizam a fotossíntese). Apesar da validade deste método como meio de resolver o problema das emissões de gases com efeito de estufa ser sido muito questionada (ver por exemplo: http://www.fern.org/pubs/briefs/sinks2.pdf), não vou dizer que é uma má ideia, sobretudo porque as árvores vão ser plantadas num Sítio de Interesse Comunitário da Rede Natura 2000 (Sicó e Alvaiázere) e o plantio vai ser constituído em boa parte (70 dos 120 ha que estão previstos) por espécies autóctones que sofreram regressões recentes: a azinheira Quercus rotundifolia e o carvalho português Quercus faginea. Seja para compensar emissões de dióxido de carbono, ou por outra razão qualquer, a plantação destas árvores é sempre de aplaudir.
Outro aspecto positivo da campanha da Opel é o seu site que contém informações sobre efeito de estufa e aquecimento global, sem minimizar o problema (como é típico das empresas do sector dos transportes) e com recomendações para uma condução verde (como é que se esqueceram de recomendar que se conduza devagar é que eu não sei...). É certo que há alguma manipulação da informação aqui e ali, mas no geral o site é informativo e aponta na direcção certa.

Posto isto, porquê a interrogação "impacto zero?". Porque o impacto de um automóvel não é zero, nem nunca será, por mais que se façam medidas de compensação. Os impactos negativos de um automóvel começam com a sua construção, na qual, para além de se emitirem grandes quantidades de gases com efeito de estufa (que geralmente são ignorados nestas campanhas), se produzem diversos poluentes. Seguindo para a utilização do automóvel, o maior impacto é a emissão de poluentes para a atmosfera, dos quais o dióxido de carbono (que aqui está a ser parcialmente compensado) é apenas um exemplo. As árvores não compensam a emissão de monóxido de carbono, de dióxido de enxofre e de todas as partículas poluentes que resultam do escape de um automóvel. Falta falar nos atropelamentos, nos acidentes, na poluição sonora. Falta também contemplar o impacto da construção das vias onde circulam os automóveis, com a destruição e fragmentação dos habitats naturais. E no final da sua vida útil o automóvel transforma-se num resíduo cheio de substâncias altamente poluentes (bateria, óleo, componentes electrónicos...).

Não quero com isto fazer um discurso radical anti-automóvel. Eu tenho um carro e conduzo com regularidade. O que quero é afirmar que temos que estar conscientes dos impactos que causamos, porque só assim os podemos reduzir e minimizar. Devemos estar atentos às armadilhas do "green-washing", mesmo que este apareça associado a boas ideias, e manter um espírito crítico que nos impeça de comprar gato por lebre.

Filipe

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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Porsche, Londres e Lisboa

Em Fevereiro passado, a autarquia de Londres anunciou um enorme aumento na taxa de circulação na cidade dos veículos mais poluentes (ver notícia) que tinha sido fixada em 2003. O valor inicial, que já não era muito barato, era de cerca de 15 euros/dia e passou para cerca de 49 euros/dia (!!!). Esta medida visa reduzir o número de carros muito poluidores que circulam na cidade, diminuindo as emissões de dióxido de carbono e de outros poluentes. Claro que, embora esta medida seja sensata do ponto de vista ambiental, não agradou a toda a gente, com os fabricantes de automóveis de alta cilindrada na linha da frente dos protestos (ver notícia). Por exemplo, a Porsche calculou em 11 por cento as quebras de vendas esperadas e como tal apresentou uma acção judicial contra a Câmara de Londres (ver notícia).
Curiosamente, uma sondagem recente demonstrou que 61 por cento dos londrinos apoiam o aumento das taxas.
Não seria já altura das grandes marcas de automóveis seguirem os apelos da opinião pública em relação às questões ambientais e começarem a esforçar-se por desenhar modelos menos poluentes?

E em Lisboa?

Em Lisboa em vez de tomarmos medidas destas, sensatas, para reduzir o tráfego automóvel na cidade (sim, sei que há muitas outras medidas que fazem falta e que são ainda mais importantes do que esta), vamos construir uma nova ponte sobre o Tejo. Para quê? Para aumentar o número de automóveis que entram na cidade...

Filipe

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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Bicicletas

De longe, o meu meio de transporte preferido é a Bicicleta. É Ambiental, Económico e, se ignorarmos o factor risco, Muito Saudável. Não tenho andado de bicicleta porque fiquei desmotivado quando me roubaram a segunda bicicleta.

Sejamos realistas. Usar a bicicleta como meio de transporte diário exige alguma disciplina. A disciplina de cuidar do veículo e do material acessório, a disciplina de conduzir com precaução e ter sempre atenção, a disciplina de bem guardar a bicicleta, as rodas e o selim sempre que estacionamos e a disciplina de termos alguns acessórios extra se vamos de bicicleta a uma reunião e não queremos entrar suados e a cheirar mal na sala da administração do Banco do Dinheiro e das Finanças.

Amuado e entristecido tenho descurado este meio de transporte até, por via das circunstancias, termos retirado a bicicleta da minha mulher (ver imagem) do armário. Maravilhoso! Voltei a mim e estou de novo a curtir Lisboa de bicicleta todos os dias quando vou a qualquer lado (sozinho).

Sinto-me logo melhor, mais em forma. Tenho tempo para pensar nas coisas quando vou para qualquer lado. Consigo observar Lisboa com outros olhos. Demoro em média MENOS tempo do que se for de carro ou transportes. Não gasto nem mais um cêntimo nas viagens.

O que achei bonito foi reparar que desde 2005, altura em que larguei a bicicleta, há muito mais ciclistas nas ruas. Na altura cruzava-me apenas com um ou dois esporádicos e com um senhor que foi para mim um exemplo no uso da bicicleta. Hoje em dia cruzo-me sempre com pelo menos dois ou três ciclistas todos os dias. Hoje chegámos a ser três num cruzamento no Arco do Cego. Três sem que nenhum conhecesse os outros.

Este é de facto o meio de transporte do futuro!
É num entanto um meio de transporte abandonado pelo estado português... mas isso é uma história para outro dia!

Para já vamos andar de bicicleta!

Bem hajam,

Pedro João

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

(I)mobilidade - um pequeno passinho

Finalmente vai ser possível transportar a bicicleta em autocarros da Carris e sem custos adicionais. É certo que é só em duas carreiras (708 e 723) e apenas aos fins de semana e feriados, mas é um passo na direcção certa. A partir do próximo sábado, Lisboa, que não é das cidades mais amigáveis para os ciclistas, começa a seguir o exemplo de tantas cidades europeias onde as pessoas se deslocam de bicicleta para todo o lado, transportando-as com a maior das facilidades nos transportes públicos.

Boas pedaladas!

Filipe

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

(I)mobilidade

Começou ontem a Semana Europeia da Mobilidade.


Na edição deste ano, 1645 localidades de 33 países participam na iniciativa. Em Portugal 64 concelhos aderiram oficialmente à SEM, no entanto, apenas 32 o fazem na qualidade de participante, ou seja, apenas metade aceitou adoptar pelo menos uma medida de carácter permanente. As restantes autarquias quedaram-se pelas habituais declarações de boa vontade, medidas pontuais e outras demonstrações mais ou menos folclóricas de empenho em abordar o tema "transportes", em resolver um conjunto de problemas que são de todos e que a todos afectam.
A Câmara de Lisboa aderiu em força, com um conjunto de medidas que vão desde acções pedagógicas sobre mau estacionamento aos passeios de bicicleta e desde o anuncio da abertura de 10 novos parques de estacionamento (até ao final do ano) à reorganização dos semáforos e passadeiras da baixa. No entanto, o presidente da CML lá foi dizendo que não há possibilidade de portagens na entrada em Lisboa e só quando os transportes públicos melhorarem é que se volta a pensar nisso.
Tal como em anos anteriores estas iniciativas deixam-me duas dúvidas profundas sobre o funcionamento da nossa sociedade:
  • Não sendo tão velho como isso, ainda me lembro de quando uma viagem em transportes públicos (autocarro 50) entre Santos e a Sete Rios demorava cerca de 50 cruéis minutos, sempre aos solavancos e sem nenhum conforto. Lembro-me de atrasos médios superiores a 20 minutos na linha de Sintra e de uma rede de Metropolitano de Lisboa que começava em Alvalade e terminava em Entrecampos ou em Sete Rios. Hoje temos um comboio na ponte 25 de Abril, a CP tem índices de pontualidade da ordem dos 90% e a rede de metropolitano vai da Amadora a Oriente e a Odivelas.
    Quão melhores deverão ser os transportes públicos antes de podermos afirmar que com portagens à entrada de Lisboa, o trânsito melhoraria e os próprios transportes públicos melhorariam?


  • Sempre que se fala de mobilidade, a discussão parece centrar-se na questão do estacionamento. Será que não haverá medidas mais importantes para a mobilidade urbana em Portugal do que criar mais espaços para estacionar o carro dentro das cidades?
Para mais informações sobre a Semana Europeia da Mobilidade clique aqui.

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