Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Acordo entre nações africanas para a protecção dos gorilas

Os Camarões e a Nigéria assinaram um acordo para proteger o Gorila do rio Cross (Gorilla gorilla diehli) que é a subespécie mais ameaçada de gorilas.
Existem duas espécies de gorilas, ambas com estatuto de criticamente ameaçadas: o Gorila-de-montanha (Gorilla beringei), que é a espécie mais rara e o Gorila-do-ocidente (Gorilla gorilla) do qual se estima que existam cerca de 350.000 indivíduos. Porém, existem apenas 300 indivíduos dos Gorilas do rio Cross, que são a subespécie mais rara do Gorila-do-ocidente. Esta população habita exclusivamente nas florestas tropicais e subtropicais da fronteira entre a Nigéria e os Camarões, daí a necessidade do acordo estabelecido entre os dois países com o apoio da Wildlife Conservation Socitey. A acção prioritária vai ser proteger o habitat dos gorilas, impedindo o abate ilegal de árvores e a o tráfego de carne do mato. Vão ser realizadas também acções de sensibilização das populações locais.

Filipe

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Primeiras fotos de um Okapi na Natureza

Okapi, Espécies Ameaçadas, Congo, Parque Nacional de VirungaDesde miudo, quando folheava livros sobre animais que o Okapi sempre me intrigou. É um bicho que parece resultar do cruzamento de um antílope com uma zebra, com um cheirinho de burro e de girafa (que é o seu parente mais próximo). Por ser tão esquivo e bizarro, em tempos acreditou-se que era um animal mítico, uma espécie de unicórnio africano.
De facto, apenas agora se conseguiram as primeiras fotografias desta espécie tiradas na Natureza. Um grupo de cientistas da Zoological Society of London e das autoridades de conservação do Congo montaram câmaras fotográficas com um sensor de movimento num local da floresta onde se sabia que a presença de Okapis havia sido registada em tempos. A importância destas imagens supera a mera curiosidade científica, já que comprovam que o Okapi, ao contrário do que se temia, ainda não desapareceu. Há alguns anos que não havia qualquer observação ou indício da sua presença na Natureza e as preocupações aumentaram porque o Parque Nacional de Virunga, onde foram tiradas as fotos, foi palco dos conflitos internos que ocorreram no Congo. Chegou a ser ocupado pelas milícias e só recentemente foi recuperado pelas autoridades, podendo os guardas florestais voltar a partulhar a área.
São boas notícias para o unicórnio africano.

Filipe

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Lobos e conservação da Natureza II

Lobo ibérico, Canis lupus signatus, conservação da Natureza, investigação, espécies ameaçadasEm Portugal ainda subsistem qualquer coisa como 200 a 400 lobos, divididos em duas subpopulações: a principal a Norte do rio Douro, que se mantém em contacto com populações espanholas; e outra, muito fragmentada, a sul do Douro que está, aparentemente, isolada.
Há muito que em Portugal, e na maioria dos países europeus, os habitats passaram a sofrer fortes alterações por parte do Homem, sendo já residuais as áreas "puramente naturais". No entanto, os efeitos deste predador no ecossistema não devem ser subestimados. Estes efeitos, em conjunto com o valor simbólico da espécie, fazem com que seja muito importante estudar a sua biologia para que os esforços realizados na sua conservação sejam eficazes. É isso que alguns grupos de investigadores portugueses têm feito nos últimos anos.
A última inovação nesta pesquisa (realizada pela Associação VERANDA e pelo CIBIO da Universidade do Porto) consiste na aplicação de sistemas de GPS colocados em coleiras aplicadas a Lobos selvagens. Com este dispositivo a posição do animal pode ser determinada a cada duas horas. Deste modo, poderão ser melhor compreendidos os movimentos realizados pelos Lobos. Esta informação irá tornar mais fácil a protecção dos rebanhos atráves da localização das alcateias, bem como a identificação de atques às ovelhas e o consequente pagamento das indeminizações.
Este projecto visa, entre outros aspectos puramente científicos, melhorar a relação entre o Homem e o Lobo, que historicamente não é das melhores. Só assim se poderá recuperar o último grande predador da fauna portuguesa.

Filipe

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Lobos e conservação da Natureza

Lobo, Olympic National Park, Conservação da Natureza, EcologiaUm estudo recente, publicado na revista Ecology, propõe a hipótese de que o decréscimo e envelhecimento das árvores das zonas ribeirinhas do Parque Nacional de Olympic (estado de Washington nos EUA) se deve a um excesso de herbivoria por parte da crescente população de veados. Esta degradação da vegetação ripícola tem tido consequências perigosas, não só para as plantas mas também ao nível da erosão e da alteração dos cursos de água.
E a que se deve o crescimento desmedido da população de veados? Não será de espantar que se deva à extinção dos lobos deste parque no início do século XX, como é sugerido pelos autores do estudo. É conhecido o exemplo de como a reintrodução do lobo no parque de Yellowstone veio contribuir para reequilibrar um ecossistema (ver post).
Não deve ser subestimado o papel dos grandes predadores como guardiões do equilíbrio do ecossistema.

Filipe

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Livro Vermelho e Estatutos de Conservação

Muitas vezes aqui no blogue falamos de estatutos de conservação das espécies. Esse estatuto corresponde à classificação numa escala de ameaça que permite estimar a probablidade de extinção de cada espécie num determinado período, tendo em conta as condições passada, actual e futura. Entra em conta com a influência humana, com as características biológicas da espécie e ainda com a interacção entre ambas.
A instituição que criou o sistema de avaliação do grau de ameaça das espécies, bem como as recomendações para a sua aplicação foi a International Union for Conservation of Nature (IUCN).
Este sistema é composto por 11 categorias.

Extinto: Uma espécie para a qual não existe dúvida razoável de que o último indivíduo morreu.

Extinto na Natureza: Quando a espécie apenas sobrevive em cativeiro (ou cultivo no caso de ser uma planta) ou como uma população naturalizada fora da sua área de distribuição original.

Regionalmente Extinto: Uma espécie está regionalmente extinta quando não restam dúvidas de que o último indivíduo potencialmente capaz de se reproduzir no interior da região morreu desapareceu.

Criticamente em Perigo, Em Perigo e Vulnerável: Estes três estatutos traduzem um grau de ameaça atribuido com base em cinco critérios quantitativos - Redução da população; diminuição da área distribuição geográfica ou fragmentação desta; efectivo populacional reduzido ou fragmentado; população com uma distribuição muito restrita; análise quatitativa do risco de extinção.

Quase Ameaçado: aplica-se a espécies que podem estar perto dos estatutos acima se persistirem ou se agravarem os factores de ameaça.

Pouco Preocupante: Espécies que não se classificam como ameaçados, nem se prevê que num futuro próximo venham a estar ameaçadas. Corresponde a espécies abundantes com distribuição ampla.

Informação Insuficiente: Espécies cuja informação disponível não é adequada para avaliar o risco de extinção.

Não Aplicável: Para espécies que não reunem as condições necessárias para ser avaliado a nível regional (por exemplo, espécies introduzidas, como o Periquito-rabijunco em Portugal).

Não Avaliado: Quando a espécie não foi avaliada pelos critérios anteriores (por exemplo, uma espécie cuja ocorrência numa dada região é ocasional, como uma ave migradora americana que se perde e vai parar aos Açores).

Para uma explicação exaustíva destas categorias e dos critérios com que são atribuidas clique aqui.

Este sistema pode e deve ser aplicado tanto a um nível global (IUCN Red List of Threatened Species) como a um nível regional. Em Portugal foi publicado pelo ICNB o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal que atribui estatutos de conservação a todas as espécies que ocorrem no nosso território.

Filipe

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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Voluntariado pelas aves comuns

Grande parte dos projectos de investigação dedicados à preservação da biodiversidade são dirigidos para espécies raras, cuja sobrevivência está ameaçada. Em Portugal, são exemplos disso os projectos Life dedicados ao Lince Ibérico, ao Priolo ou à Águia de Bonelli, todas espécies de ocorrência rara (ou muito rara), com uma área de distribuição limitada e cujas populações sofreram declínios acentuados num passado recente.
Ninguém discorda que todos os esforços que possam ser realizados para recuperar estas e outras espécies são essenciais. Contudo, não podemos ignorar outras espécies: as comuns. Aquelas pelas quais passamos todos os dias sem dar grande importância, e que só damos pela falta quando já lá não estão. Isto aconteceu um pouco por toda a Europa com a intensificação da agricultura que causou o declínio acentuado de várias espécies de aves das mais comuns dos campos agrícolas e das pastagens.
Com o objectivo de monitorizar as populações de todas as espécies de aves comuns nidificantes em Portugal e os seus habitats, a SPEA lançou o Censo de Aves Comuns (CAC). Este programa, exclusivamente realizado por voluntários, consiste na contagem das aves ao longo dos anos sempre nos mesmos locais, o que permite a obtenção de dados sobre as variações populacionais de um vasto conjunto de espécies nidificantes numa grande variedade de habitats. A informação assim obtida é fundamental para detectar atempadamente declínios nas populações de aves (que funcionam como bons indicadores para a restante biodiversidade), podendo-se estudar as suas causas e alterar políticas, de tal forma que o Índice de Aves Comuns, fornecido pelo CAC, está incluído na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável 2005-2015, como um dos indicadores a ter em conta.
A importância deste projecto transcende o âmbito nacional, uma vez que os seus resultados são integrados no esquema Pan-europeu de Monitorização de Aves Comuns, coordenado pela Birdlife International e pelo European Bird Census Council.

Filipe

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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Boas notícias para o Airo-marmoreado

Estamos habituados a ver as aves marinhas a nidificar em grandes colónias situados em rochedos ou praias, sobretudo em ilhas remotas. Mas no caso do Airo-marmoreado (Brachyramphus marmoratus), uma espécie que ocorre no Oceano Pacífico, a localização dos seus ninhos foi durante muito tempo um grande mistério, pois até 1974 nunca nenhum tinha sido encontrado. Neste ano, um homem que trepava a uma grande árvore, a alguns quilómetros da costa, encontrou por acaso um ninho de Airos-marmoreados num ramo da árvore. Hoje sabe-se que nidificam em florestas antigas de coníferas, com árvores muito velhas, a uma altura que pode atingir os 45 m, podendo os ninhos ficar a uma distância do mar superior a 70 km. Isto é espantoso, uma vez que esta espécie se alimenta no mar e, durante a nidificação, os progenitores têm que se deslocar toda esta distância para vir alimentar as crias.

O Airo-marmoreado é uma espécie considerada ameaçada, tendo-lhe sido atribuido o estatuto "em perigo" pela IUCN. Recentemente, o U.S. Fish and Wildlife Service tinha autorizado o abate de 90 % das florestas que são usadas por esta espécie para nidificar, como parte do plano da administração Bush de aumentar as receitas da produção florestal à custa das florestas antigas da costa Noroeste. No entanto, esta agência voltou atrás na sua decisão e optou por poupar estas florestas, após ter recebido diversos pareceres científicos, preservando o habitat deste Airo.

Para saber mais: Associated Press, Earthjustice

Filipe

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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Há coisas fantásticas

A globalização tem vindo a encurtar progressivamente as distâncias. Neste mundo cada vez pequeno até parece que a Natureza já não tem mistérios e tem pouca capacidade de nos surpreender. No entanto o mundo natural ainda tem muitas criaturas e mistérios que apenas agora começamos a desvendar.
Por exemplo, no ano de 2007 foram descritas 178 novas espécies de anfíbios e, em 2008, já foram descritas 36 novas espécies. Todos os anos centenas de espécies novas para a ciência são apresentadas ao mundo. É certo que a maioria só entusiasma os especialistas (nem eu, biólogo, faço uma festa cada vez que se descobriu uma nova espécie de rã verde).
No entanto, de vez em quando lá aparece uma nova espécie que nos surpreende e nos encanta. 2007 trouxe-nos uma nova espécie de leopardo do Bornéu (Neofelis diardi), bela como só um grande felino pode ser. Para já, em 2008, o top é liderado por um animal que, estando longe da beleza clássica, não deixa de ser lindo e único no seu tamanho e cores. Fala-vos da nova espécie musaranho-elefante (Rhynchocyon udzungwensis) descoberta nas florestas de uma zona remota da Tanzânia. É a primeira nova espécie de musaranho-elefante em 126 anos, tem o tamanho de um cão pequeno, pelo laranja e um belíssimo (e enorme) nariz.
Uma das respostas á pergunta "Conservar para quê" é muito simples. De vez em quando, a Natureza tem uma forma única de nos lembrar que ainda não sabemos tudo, de nos fazer sonhar, de nos maravilhar com o padrão de um gato e, logo a seguir, de nos fazer rir com um nariz laranja.
A Natureza é fantástica e estranha. Vamos mantê-la assim.

José Luís

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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

A importância dos predadores

Já escrevi neste blog sobre os efeitos (benéficos) da reintrodução de um predador do topo da cadeia alimentar num local onde tinha sido extinto. De facto, o regresso do Lobo ao Parque de Yellowstone veio reequilibrar um ecossistema que andava coxo por falta de uma das suas peças, produzindo alterações que nem os ecologistas mais optimistas podiam suspeitar (ler post).
Logicamente, a situação inversa, de retirar um predador de topo do ecossistema, terá também as suas consequências, neste caso negativas, e muitas vezes igualmente imprevisíveis.
É o que se pensa estar a acontecer com a pesca excessiva de algumas espécies de tubarão. Ao contrário do que se podia pensar, muitas populações de peixes (que são consumidos pelos tubarões) não estão a aumentar os seus efectivos, pelo contrário estão a diminuir, porque uma das primeiras consequências do desaparecimento dos tubarões é o aumento, em número e em atrevimento dos predadores médios. As focas, por exemplo, perdem o medo de ir pescar a zonas anteriormente patrulhadas pelos tubarões, locais que, de certa forma, funcionavam como refúgio para algumas espécies de peixes (apesar de sofrerem algumas perdas para os tubarões).
Os ecossistemas são mais do que a soma dos elementos que os constituem. Não podemos ter a ilusão de que se pode retirar um elemento sem afectar todos os outros.

Filipe

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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Voluntariado: limpeza e arranjo de ninhos do Peneireiro-das-Torres

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) vai realizar uma acção de voluntariado em Castro Verde, nos dias 16 e 23 de Fevereiro. O objectivo da acção é a limpeza e arranjo das cavidades utilizadas pelo Peneireiro-das-torres (Falco naumanni) para nidificar. Esta limpeza tem um efeito positivo no sucesso reprodutor da espécie.
O Peneireiro-das-Torres é uma ave classificada com vulnerável no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, já que tem uma distribuição muito localizada, ocorrendo apenas no Alentejo interior. Nos anos 30 e 40 do século passado, este pequeno falcão era bastante comum no Alentejo, formando grandes colónias nas cidades e vilas que chegavam a atingir mais de 100 indivíduos. Nas décadas de 40 a 60 iniciou-se um declínio forte e contínuo das populações. Este declínio tornou-se particularmente acentuado no final dos anos 80, princípio de 90, quando algumas colónias ou núcleos desapareceram subitamente, como a da costa vicentna. A partir daí iniciou-se um grande esforço de conservação que tem permitido uma recuperação da espécie em Portugal, em particular, dos núcleos de Castro Verde e Mértola. A LPN tem sido um dos motores da conservação desta ave de rapina, por isso é importante dar um contributo e participar nesta acção.

Filipe

Para mais informações:
Tel: 286328309
E-mail: lpn.cea-castroverde@lpn.pt
Página electrónica: http://www.lpn.pt/

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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Dívida Externa e Ambiente

Normalmente, quando ouço uma notícia que junta as palavras "Bush" e "ambiente", começo a tremer (recordo-me imediatamente da sua proposta de combate ao fogos florestais reduzindo a área de floresta). Mas desta vez parece que a coisa é diferente.
A administração norte-americana, ajudada pela Nature Conservancy e pela Conservation International , acordou com a Costa Rica o perdão de uma dívida de 26 milhões de dólares desde que este dinheiro seja utilizado na conservação de 6 zonas de floresta tropical nos próximos 16 anos. Estes milhões serão aplicados em programas de conservação directa, na produção de ciência que permita enquadrar e apoiar a conservação e em projectos de desenvolvimento das comunidades, promovendo actividades e modos de vida ambientalmente e economicamente sustentáveis.
Esta foi a décima terceira iniciativa "Debt for Nature Swap" e os 26 milhões de dólares constituem um valor recorde.
Apesar deste uma forma interessante de aumentar os recursos disponíveis para a conservação, convém salientar que o programa não dá prioridade total ao ambiente, uma vez que para um país ser elegível tem cooperar com os Estados Unidos em diversas outras áreas, incluindo a luta contra a droga e contra o terrorismo.

Apesar de tudo o acordo é bom para os jaguares, preguiças e relas da floresta de Amistad e da península de Osa, e esses não querem saber de politiquices.

José Luís

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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Duas novas Reservas da Biosfera em Portugal


Após 26 anos só com um sítio na lista de Reservas da Biosfera da UNESCO (o Paúl do Boquilobo figura na lista desde 1981), Portugal inscreve dois novos sítios de uma assentada, as ilhas do Corvo e da Graciosa.

A decisão foi tomada no passado dia 20 de Setembro, durante a reunião anual do Conselho Internacional que coordena o Programa MAB (Man and Biodiversity) da UNESCO. Portugal passa a ter 3 sítios na lista que inclui 529 Reservas em 105 países.

Das inúmeras razões para a atribuição deste estatuto ás duas ilhas o Conselho destaca a diversidade geológica existente nas ilhas (com inúmeros fenómenos de origem vulcânica), a existência diversas espécies endémicas (aves, morcegos, moluscos, artrópodes, etc.) e a excelente integração dos modos de vidas das populações e da Natureza.


José Luís

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