Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Sabe o que tem nas cuecas?

Sem querer estragar a surpresa do filme que se segue, deixo só algumas pistas: emissões excessívas de dióxido de carbono, químicos perigosos, consumo excessivo de água, pesticidas...
O site more than pretty knickers (mais do que cuequinhas giras) dá umas boas dicas para comprar cuecas.

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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Os prazeres da carne

Há diversas razões que são evocadas para se ser vegetariano: razões espirituais e religiosas, de saúde ou por respeito aos animais. Os dados mais recentes apontam mais uma razão, talvez ainda mais forte: salvar o planeta.

Antes de começar este post em que tento convencer as pessoas a comer menos (ou nenhuma) carne tenho que admitir que não sou vegetariano e que gosto muito de comer carne. Vaca, porco, frango, peru, borrego, cabrito, presunto, chouriço, farinheira, tudo isto me passa pela goela.

Voltando à afirmação bombástica de que o vegetarianismo ajuda a salvar planeta. De onde é que isto vem?

Em primeiro lugar, é a FAO que o afirma, o gado é responsável por 18 por cento das emissões de gases com efeito de estufa e depois porque a contribuição dos bifes é ainda maior quanto colocamos nas contas a desflorestação para o estabelecimento de pastagens ou campos de soja, milho ou outras culturas (muitas vezes transgénicas) exclusivamente plantadas para alimentar o gado. Rajendra Pachauri, presidente do Painel Internacional sobre Alterações Climáticas e vencedor do Prémio Nobel da Paz (juntamente com Al Gore), afirmou que comer menos carne pode ser o melhor modo para as pessoas reduzirem as suas emissões de carbono (ver post).

Esta desflorestação é agravada pela presença dos próprios animais que muitas vezes são mantidos em concentrações excessivas levando à erosão dos solos e a uma séria perda de biodiversidade.
Falta ainda falar da poluição das águas e dos solos causada directamente pelos animais sobretudo os que são mantidos de forma intensiva (quem não se lembra da célebre ribeira dos Milagres na zona de Leiria constantemente contaminada pelas suiniculturas) e pelos fertilizantes

Posto isto, será que estamos condenados a ser vegetarianos à força mais tarde ou mais cedo?

Preferencialmente sim, mas para já a minha opção é reduzir a quantidade de carne na minha alimentação. Faço muito mais refeições vegetarianas e nas refeições em que como carne como-a em menor quantidade. Não faz falta nenhuma comer duas costeletas a um almoço ou um bife com 300 gramas.
Outra coisa importante é comer melhor carne, ou seja carne de produção biológica e de origem local. O impacto do gado criado de forma extensiva com pasto natural, por exemplo num montado alentejano é certamente muito inferior ao do gado criado de forma intensiva, já para não falar do bem-estar dos animais. A criação de gado desta forma pode mesmo ser um auxiliar da conservação da natureza, permitindo manter lucrativos os usos tradicionais da terra dos quais dependem muitas espécies. Isto sempre que a ganância dos subsídios não faz disparar a densidade do gado.

Ou seja, a opção de comer carne tem que ser encarada, como outras que tomamos, de maneira consciente sabendo que estamos a causar um impacto negativo no planeta. Tendo isto presente, resta-nos consumi-la (ou não) de forma responsável.

Filipe

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Prendas de Natal

Este post é para quem ainda não decidiu todas as prendas que vai oferecer neste Natal.
Ficam aqui algumas sugestões para prendas amigas do ambiente.

CompotaComida

Uma excelente opção é fazer um cabaz ou escolher alguns produtos biológicos, de produção local ou de comércio justo.
É uma maneira de incentivar práticas amigas do ambiente enquanto oferecemos produtos gourmet às pessoas de quem gostamos.
Há muita enorme oferta que vai dos vinhos, ao azeite, compotas, mel, vinagre, conservas, queijos, café...




Livros

Os livros podem ser uma das boas maneiras de estimular o gosto pela Natureza ou mesmo de aprender como adoptar um estilo de vida mais sustentável do ponto de vista ambiental.

Sugestões:



Roupa e acessórios

Há cada vez mais opções de roupa e acessórios feitos a partir de material reciclado (ou reutilizado) ou de fibras produzidas em agricultura biológica.

Sugestões: Calças, T-shirt, Mala, Mochila





Bilhetes para espéctaculos

Em vez de comprarmos um qualquer objecto que nem sabemos se a outra pessoa gosta e que em muitos casos se transforma rapidamente em lixo, porque não oferecer um bilhete para um espectáculo?





Ambientalismo

Uma prenda original é oferecer uma inscrição (com quotas pagas, claro) numa associação ambientalista, ou então dar a participação num campanha, como por exemplo adoptar um urso-polar.




Transportes

Uma bicicleta pode ser uma óptima prenda. Estimula um estilo de vida mais saudável e menos poluente.
Outra boa alternativa é uma scooter eléctrica.

Sugestões: Scooter eléctrica

Boas prendas e Feliz Natal!!

Filipe

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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Guia da Electrónica Verde

Desde 2006 que a Greenpeace publica o "Guia da Electrónica Verde" que ordena os 18 principais fabricantes de computadores pessoais, telemóveis, televisões e consolas de jogos com base na sua política ambiental. Este ranking tem em conta as suas políticas de utilização de químicos tóxicos, de reciclagem e combate às alterações climáticas.
Saiu agora a última versão deste Top, que pontuou em primeiro lugar a Nokia, seguida da Sony Ericsson, Toshiba e Samsung. Já a Nintendo foi considerada como a companhia mais irresponsável do ponto de vista ambiental, pontuando muito mal em praticamente todos os critérios. A Microsoft, a Lenovo, a Philips, a Apple e a HP também não ficaram muito bem no retrato.
Este guia é bastante detalhado e claro a explicar o porquê da pontuação de cada uma das marcas, dando ao consumidor dados úteis para as comparar na altura de comprar um produto.

Filipe

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Reciclagem

Ecoponto, ReciclagemUm destes dias, num mail que me enviou, uma amiga punha a seguinte questão:

... e agora falando de separação do lixo, cá em casa faz-se a separação, mas no outro dia a minha mãe salta-se com mais ou menos isto:"não sei para que tou a perder o meu tempo se depois vamos ao ecoponto e aquilo tá tudo cheio e não recolhem."

"e estamos nós aqui a preocupar-nos e depois às tantas a separação é feita depois por trabalhadores", "e quem deve beneficiar daquilo que nós separamos (lucrativamente) são as juntas, câmaras... devia-nos ser dado algo em troca."

enfim... tentei argumentar mas não me saí muito bem...como mostras tu a uma pessoa o quão importante é fazermos isto?
A.

É verdade que muitos ecopontos não funcionam bem, especialmente nas grandes cidades. Muitas vezes estão cheios e temos que procurar outro ou voltar com as embalagens para casa. Outras vezes surgiu uma lixeira espontânea mesmo em frente dos contentores que nos impede de lá chegar ou que simplesmente nos repele pelo seu cheiro e aspecto. Noutras ocasiões deparamo-nos com um automóvel (mal) estacionado que nos barra o caminho, pelo menos se não formos grandes jogadores de basquete.
O que fazer? Em primeiro lugar podemos fazer o que qualquer cidadão faz quando lhe é prestado um serviço de má qualidade: reclamar. Para saber a quem pedir explicações, o GEOTA e a Sociedade Ponto Verde dispõem de um site "O meu ecoponto" onde nos podemos informar sobre qual é a entidade responsável pela recolha e manutenção dos ecopontos no nosso local de residência (veja aqui). Para além disso, o site dispõe de um sistema de avaliação do serviço prestado.
Porém, em muitos casos, o mau estado dos ecopontos deve-se a um mau uso por parte dos cidadãos e à falta de civismo. E esse é um problema mais difícil de resolver. Proteste, explique e eduque.

A separação é de facto feita por trabalhadores na central de triagem. Em primeiro lugar porque muitas pessoas se enganam (sem querer ou de propósito) e muitos resíduos vão parar ao contentor errado. Depois porque é feita uma triagem mais fina em que são separados diversos tipos de embalagens para poderem ser encaminhadas para as empresas que procedem à sua reciclagem.
O trabalho realizado nesta central de triagem seria muito mais difícil se não fizéssemos a separação.

Ecoponto, ReciclagemÉ certo que há quem beneficie economicamente com os resíduos que separamos, mas em troca é-nos prestado o serviço de encaminhar os resíduos para a reciclagem o que nos trás duas grandes vantagens:

-Se este lixo não fosse reciclado só teria dois destinos possíveis: incineração (com toda a libertação de poluentes que isso implica, incluindo as famigeradas dioxinas) ou deposição em aterro (com a consequente destruição de habitat, contaminação dos solos e dos lençóis freáticos e cursos de água).
-A outra vantagem é que vão ser produzidos novos objectos ou embalagens sem ser necessário ir buscar novas matérias-primas ao ambiente, poupando-se árvores, petróleo e outros recursos (limitados ou cuja exploração é poluente), e reduz-se o consumo de água e energia associados à sua exploração.

Ou seja, mesmo estando a dar lucro a algumas empresas, é-nos prestado um serviço, que não sendo lucrativo nos beneficia enquanto consumidores responsáveis.

O que não nos podemos esquecer é que Reciclar é apenas o terceiro R da política dos 3 Rs, depois de Reduzir e Reutilizar, apesar de ser o único dos Rs que tem direito a anúncios na televisão (precisamente porque dá lucro). Reduzir, que é o mais importante dos 3 Rs, é também o mais esquecido. Porquê? Porque não dá lucro a ninguém. Numa economia baseada no consumo e em que os apelos ao consumo estão por toda a parte, é mais ou menos tabu incentivar à sua redução.
Conclusão: separar o lixo para reciclar é bom, mas melhor mesmo é reduzir o consumo e reutilizar os materiais enquanto for possível.

Filipe

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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Consumo responsável de peixe

Peixe, Consumo responsável, Oceano, Mar, Sustentabilidade, GreenpeaceNeste momento está atracado em Lisboa um navio da frota da Greenpeace (ver notícia) que tem navegado pelo Mediterrâneo numa missão que pretende contribuir para a defesa deste mar. O "Arctic Sunrise" tem trabalhado na detecção de actividades de pesca ilegais, no estudo dos fundos marinhos e na elaboração de propostas para expansão de áreas protegidas marinhas.
Nas paragens que vão fazendo pelos portos do Mediterrâneo (e arredores), os activistas da Greenpeace vão aproveitando para apelar a um consumo responsável de peixe e de outros recursos marinhos, de modo a que a o equilíbrio do mar possa ser mantido e para que a pesca se torne numa actividade sustentável.

A Greenpeace aponta 5 critérios funfamentais para o consumo responsável de peixe e marisco:

-Come menos peixe - o consumo actual de peixe não é sustentável, estando em quebra os stocks da maioria das espécies que são exploradas.

-Recusa o peixe miudo - a captura dos indivíduos jovens, e portanto não reprodutores, leva inevitavelmente a desequilíbrios na demografia da espécie e a uma redução do efectivo a médio prazo

-Come peixe pescado mais perto - O custo (financeiro e ambiental) de transportar o peixe a grandes distâncias é enorme. Deve-se sempre verificar a origem do peixe.

-Selecciona peixe capturado por pesca selectiva - A pesca com anzóis e redes artesanais causa menos impacto do que a pesca com redes industriais de arrasto que basicamente varrem todo o fundo marinho, extreminando muitas das espécies que nem sequer têm interesse comercial. Nalguns locais a arte de pesca é mencionada na etiqueta do peixe. Devemos ter esse factor em conta na compra do peixe e exigir aos comerciantes que nos facultem essa informação.

-Sê selectivo na compra de peixes de aquacultura - Muitas explorações de aquacultura são altamente poluentes e não são sustentáveis. Deve-se apenas consumir espécies herbívoras e mariscos produzidos de forma sustentável.

A estes cinco critérios juntaria um sexto:

-Sê selectivo na espécie de peixe, já que há espécies mais ameaçadas que outras. A Greenpeace tem uma lista vermelha dos peixes que pode ser consultada (ver lista vermelha)

Filipe

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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Lampadas fluorescentes: desligar ou não desligar

Sempre me disseram que as lampadas fluorescentes gastam mais energia a acender do que ficando ligadas durante algum tempo. Assim, seria mais eficiente deixá-las acesas do que estar sempre a ligar e a desligar. Recentemente descobri que isto é um mito. Por isso, para todos os usam esta desculpa para manter as luzes acesas, acabou-se a desculpa - se vão estar mais do que dois minutos sem utilizar a divisão apaguem a luz.

Filipe

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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Mobiliário e florestas tropicais

A Papua Nova Guiné possui a terceira maior área ocupada por floresta húmida tropical do mundo (a seguir ao Brasil e ao Congo). No entanto, este país está a sofrer uma desflorestação radical, podendo metade do seu coberto florestal desaparecer até 2021. Esta estimativa foi publicada num relatório da Universidade de Papua Nova Guiné que analisa 30 anos de imagens de satélite.
O governo deste país tem pressionado a comunidade internacional para que contribua com fundos para a conservação das suas florestas, recebendo pagamentos sob a forma de compensação pelas emissões e carbono dos países mais ricos. No entanto, o mesmo governo atribui licenças de exploração a todas as multinacionais madeireiras que as solicitam. De facto todos os terrenos acessíveis do país estão a ser exploradas, prevendo-se que até 2021, 83% das florestas acessíveis da Papua Nova Guiné vão estar danificadas ou terão desaparecido.

Este problema que parece tão distante e de difícil resolução só tem uma solução: é que deixemos de comprar madeiras tropicais que não estejam certificadas como sendo provenientes de explorações sustentáveis (ou deixar de comprar madeiras tropicais de todo). Ou seja, devemos ser mais exigentes quando compramos móveis e procurar sempre verificar junto do vendedor a origem da madeira.

Filipe

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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Devagar se vai ao longe

A companhia aérea SAS encontrou uma maneira viável de baixar o consumo dos seus aviões e consequentemente a emissão de poluentes: voar mais devagar.
Esta mudança, que já está a ser testada há dois anos, permitiu poupar algo como 12 milhões de dólares em combustíveis com uma demora de apenas alguns minutos em cada voo. Outra vantagem que a companhia espera obter é uma melhor imagem perante um público cada vez mais preocupado com o ambiente.
Com o aumento do preço dos combustíveis bem podemos seguir o exemplo da SAS: conduzir mais devagarinho (e se possível deixar o carro mais dias sossegado).

Filipe

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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Desde que diga que é Verde, Eco ou Amigo do Ambiente...


Que o ambiente está na moda, é inegável. Que é positivo, é sim senhor. Que pode gerar muitos disparates, sem qualquer dúvida.
Reparem nestas ideias de alguns "amigos do ambiente".

A Porsche decidiu aderir aos carros híbridos. Portanto está a estudar criação de versões híbridas do Cayenne e do novo Panamera. Prevê-se que os motores híbridos conduzam a uma poupança de 15% de combustível, logo vamos ter um simpático Cayenne híbrido que consumirá apenas 13 litros aos 100 km.

Outro veículo que vai ter uma versão "verde" é o Hummer. O novo Hummer HX manterá as dimensões e o aspecto (e consumos) de tanque militar, mas desta vez o motor beberá etanol em vez dos combustíveis tradicionais. Se a moda pega, muito milho vamos ter que plantar para alimentar estes bichinhos.

A Fujitsu também decidiu aderir ao EcoBioVerde. A marca Japonesa vai lançar o Biblo, um portátil apresentado como biodegradável porque a caixa é parcialmente feita num plástico baseado em óleo de milho. Claro que este é misturado com componentes derivados do petróleo, eliminando assim a possibilidade de ser degradado naturalmente e que os componentes internos continuam ser tóxicos. Pelo menos utilização de milho reduz em 15% as emissões de dióxido de carbono, mas daí até ser biodegradável.

Muito cuidado consumidores, tal como nem tudo o que brilha é ouro, nem tudo o que proclama ser "verde" é bom para o ambiente.

José Luís

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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Feliz Natal Amigo do Ambiente

O Natal está à porta e com ele tudo o que há de bom: a reunião da família, dos amigos, as prendas, os doces, os petiscos, a paz e o amor. E o ambiente? Como é que fica? É que o Natal também é a época por excelência do consumo irresponsável e do desperdício.
Deixo aqui umas dicas:

Embrulhos
Todos os anos deitamos para o lixo dezenas de quilómetros quadrados de papel de embrulho. Será que parar para pensar um bocadinho nas árvores que vão abaixo não faz parte do espírito de Natal?
Para minimizarmos este problema só temos que nos lembrar da política dos 3 Rs:
Reduzir - o objectivo não é darmos menos prendas, mas sim gastar menos papel de embrulho em cada uma.
Reutilizar - este é o R mais importante neste caso. Em primeiro lugar, podemos simplesmente abrir os presentes com cuidado e guardar o papel para o ano seguinte. Em segundo lugar, há muitos outros materiais que podemos usar desde que tenhamos o engenho de os tornar embrulhos bonitos: papel de revistas e jornais, caixas de encomendas ou de objectos que comprámos (caixas de cereais ou de sapatos, por exemplo). Podemos compor com objectos que encontramos na Natureza (folhas secas, conchas, etc.). Vamos a dar corda à imaginação!
Reciclar - se optarmos por comprar papel de embrulho, que seja reciclado.

Árvore de Natal
A melhor opção é sem dúvida ter uma árvore viva no jardim, que enfeitamos. Claro que nem todos temos um jardim. Assim, o melhor é arranjarmos uma árvore proveniente de uma floresta próxima que seja gerida de forma sustentável. Outra boa opção é comprar uma boa árvore artificial, de preferência, uma que nos dure a vida toda. Árvores de usar e deitar fora são só mais uma maneira de produzir lixo.
Enfeites
Aqui também se aplicam os 3 Rs. Devemos escolher enfeites que podemos reutilizar. Podemos sempre combiná-los de maneiras diferentes para não ser sempre igual de um ano para o outro. E de preferência que os enfeites sejam de material reciclado. Outra boa ideia é recorrer à Natureza: pinhas, folhas secas, ouriços de castanhas... Mas nada de apanhar azevinho, e já agora, musgo também não.

Luzes de Natal
As luzes de Natal devem ser evitadas, já que devemos poupar energia. Ok, mas são bonitas e não são das coisas que mais gastam. Pelo menos devemos apagá-las quando vamos dormir ou quando não estamos em casa, e escolher as mais eficientes do ponto de vista energético.

Prendas
Em vez de comprar daquelas coisas de plástico, a pilhas e que vêm da China e que ninguém gosta realmente de receber, porque não comprar um bilhete para um espétaculo ou uma assinatura de uma revista? Ou um cabaz de comércio justo ou de agricultura biológica? Ou uma participação num projecto de conservação da Natureza ou de solidariedade? Ou uma prenda amiga do ambiente? Por exemplo, um carregador de telemóvel a energia solar, um relógio a água, roupas feitas de material reciclado ou biológico. A imaginação é o limite.

Últimas sugestões
Nas compras de Natal reduza os sacos de plástico. Muitas vezes cabe mais do que uma prenda no mesmo saco.
Opte por produtos locais. Além de estimularem a economia local, evita-se a poluição gerada pelo transporte.
Na escolha dos presentes prefira produtos de empresas que tenham uma política ambiental e social confirmada.

Bom Natal!

Filipe

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