
A indústria dos jogos de computador e consolas é, hoje em dia, um gigante que já procura ombrear com a indústria cinematográfica ou discográfica e o computador/consola ameaça tornar-se no principal centro de entretenimento familiar. No entanto, a maioria das vezes que ouvimos falar dos jogos nos media
mainstream é porque houve um grande lançamento do mais recente jogo de uma das séries de culto (tipo Final Fantasy, FIFA ou Resident Evil) ou porque há uma polémica sobre a quantidade de violência num jogo, tipo Manhunt ou Grand Theft Auto (que diga-se de passagem são jogos para maiores de 18 anos, pelo que não percebo o argumento de "fazem mal às crianças").
No entanto existe uma iniciativa global, a
Serious Games Initiative , que tem com objectivo utilizar todo o poder deste meio de comunicação para outros efeitos que não o entretenimento. Por exemplo treino para profissões difíceis, simulação de sistemas complexos, marketing, publicidade ou educação. Recentemente, o governo francês apoiou o projecto
Cyber-budget, que não é mais que um jogo de simulação desenhado para dar a hipótese ao cidadão comum (contribuinte) de tentar gerir o orçamento da França.
Enquadrada na Serious Games, existe um movimento mais intervencionista chamado
Games for Change que defende que os jogos podem ser utilizados para alertar para grandes causas e promover mudanças sociais. Neste momento existem inúmeros jogos dos mais diversos feitios e tamanhos, promovendo causas que vão desde o alerta para a situação em Darfur até ao aquecimento global, passando pela luta contra a anorexia ou pela promoção de uma política de imigração mais justa.
Ficam aqui alguns jogos interessantes, cliquem, joguem e aprendam (nós aqui na
Terramater certamente que continuaremos a jogar).
Global Warming InteractiveSimula os impactos de medidas políticas de um país no clima, economia e sociedade.
Darfur is Dying Convida-nos a assumir o papel e viver o dia-a-dia de um dos 2,5 milhões de refugiados na região Darfur.
World Without Oil
Apelidado de "um evento de realidade alternativa" pelos seus autores. É um jogo/evento colectivo que convida os participantes a simularem os efeitos que uma crise petrolífera global (neste caso a constatação de que o mundo atingiu o
peak oil) teria na sua vida pessoal. O jogo simula as 32 semanas após o início dessa hipotética (mas cada vez mais real) crise.