
A Papua Nova Guiné possui a terceira maior área ocupada por floresta húmida tropical do mundo (a seguir ao Brasil e ao Congo). No entanto, este país está a sofrer uma desflorestação radical, podendo metade do seu coberto florestal desaparecer até 2021. Esta estimativa foi publicada num relatório da Universidade de Papua Nova Guiné que analisa 30 anos de imagens de satélite.
O governo deste país tem pressionado a comunidade internacional para que contribua com fundos para a conservação das suas florestas, recebendo pagamentos sob a forma de compensação pelas emissões e carbono dos países mais ricos.

No entanto, o mesmo governo atribui licenças de exploração a todas as multinacionais madeireiras que as solicitam. De facto todos os terrenos acessíveis do país estão a ser exploradas, prevendo-se que até 2021, 83% das florestas acessíveis da Papua Nova Guiné vão estar danificadas ou terão desaparecido.
Este problema que parece tão distante e de difícil resolução só tem uma solução: é que deixemos de comprar madeiras tropicais que não estejam certificadas como sendo provenientes de explorações sustentáveis (ou deixar de comprar madeiras tropicais de todo). Ou seja, devemos ser mais exigentes quando compramos móveis e procurar sempre verificar junto do vendedor a origem da madeira.
Filipe
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