Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Devagar se vai ao longe

Até 1995 a velocidade máxima permitida nas
estradas nacionais americanas era 55 milhas por hora, ou seja, pouco menos que os nossos 90 km/hora (88,51 para ser exacto). A partir de 1995, este limite foi substituído por limites mais relaxados de 65 ou 70 milhas/hora (104,6 e 112,6 km/hora) conforme os estados.
Enquanto a gasolina nos EUA era mais barata do que tremoços, não passava pela cabeça de (quase) ninguém que se deveria voltar ao limite antigo. Agora que o preço do petróleo sobe em flecha e que o fenómeno do aquecimento global até já foi reconhecido como sendo real até pelo governo americano, está em marcha uma campanha a favor das 55 milhas/hora voltar a ser a velocidade máxima nas estradas da América. Os defensores desta medida advogam que a eficiência no consumo de combustível baixa abruptamente acima das 60 milhas/hora e que baixando o limite para as 55 milhas se poupariam algo como 167 mil barris de petróleo por dia.
Claro que esta proposta não é consensual. Para além do pessoal que gosta de carregar no pedal, todas as gasolineiras estão contra. Numa sondagem recente apenas 34 por cento dos americanos eram favoráveis a esta medida, enquanto 59 por cento se manifestavam contra. Vamos ver como é que esta sondagem evolui à medida que o preço da gasolina for subindo.
Já que o fim-de-semana que se avizinha promete ser de tráfego intenso e de grande confusão, quem for viajar aproveite para guiar mais devagar. O ambiente e a carteira agradecem e a sua segurança também.

Boa viagem!

Filipe




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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

ALELUIA!!

(por favor leia este post sentado, é que o choque pode ser grande)

Custou mas foi.

Teve de ser à força mas foi.

Foi necessário uma decisão do tribunal mas finalmente aconteceu.

O governo norte-americano publicou um relatório com o aborrecido título de "Scientific Assessment of the effects of global change in the United States". Este documento é histórico por duas razões:
- em primeiro lugar pelo atraso. De acordo com a lei federal americana o relatório deveria ter sido publicado em 2004. Foi preciso muito trabalho e intervenção da justiça para que a administração deixasse de fugir e cumprisse a lei.
- em segundo lugar porque no último parágrafo da primeira página depois do índice aparece uma afirmação histórica. A administração Bush admite pela primeira vez que existe uma elevada probabilidade (entre 90 e 99%) das alterações climáticas se deverem à acção humana.

É um momento tremendamente histórico, eu até abria uma garrafa de champanhe mas não quero libertar esse carbono que já está sequestrado.

Imaginem o que estes senhores poderiam ter feito com as energias, tempo e dinheiro que gastaram a tentar não publicar o relatório. Ou melhor não imaginem.

O que está feito, está feito (neste caso o que não foi feito, não foi feito).

Os senhores já admitiram, agora esperemos que façam qualquer coisa sobre o assunto.

José Luís

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Efeito dominó


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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

O plano Bush contra as alterações climáticas


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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Corrida ao petróleo

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Negociação territorial

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